A vitamina D e a ação dessa substância no sistema imunológico voltaram a ser temas de discussão nesta pandemia do novo coronavírus, especialmente pelas várias funções que exerce no organismo humano. Um estudo publicado, no último mês de maio, no European Eating Disorders Review revelou a relação entre os níveis baixos da vitamina com os comportamentos impulsivos de pacientes com transtorno alimentar.

De acordo com a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia, “há evidências crescentes de que os níveis de vitamina D têm um papel não apenas na saúde óssea e no metabolismo energético, mas também no apoio ao sistema nervoso e às funções cerebrais, incluindo a impulsividade”.

A síntese da vitamina D também vem sendo debatida nesses tempos de isolamento. “Ela é produzida pela pele em resposta à exposição solar. Existem alimentos ricos em vitamina D, como peixes gordurosos (salmão), ovos e laticínios. Mas, mesmo com essa alimentação, a exposição solar é importante, pois o Sol é responsável por 80 a 90% da conversão da vitamina do organismo”, diz a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Veja mais alguns detalhes sobre este estudo:

Benefícios da vitamina D

  • Tem fundamental importância para o equilíbrio de diferentes órgãos
  • É essencial para a saúde dos ossos e do coração, além do sistema imunológico
  • Controla mais de 3.000 genes e tem mais de 80 funções no organismo

Relação com distúrbios alimentares

  • Níveis de vitamina D têm papel no apoio ao sistema nervoso e às funções cerebrais, incluindo a impulsividade
  • Os comportamentos impulsivos são considerados características de grande relevância em pacientes com "Distúrbios Alimentares"
  • Estudo recente, publicado em maio no European Eating Disorders Review, observa relação entre baixa Vitamina D e comportamentos de impulso em pacientes com transtorno alimentar
  • Foram analisados 236 pacientes com diagnóstico de "Distúrbios Alimentares", recrutados entre 2014 e 2018
  • Os pacientes impulsivos apresentaram níveis estatisticamente mais baixos de vitamina D do que os não impulsivos

Evitando a carência

  • A vitamina D é produzida pela pele em resposta à exposição solar; por isso, ela é fundamental (por, pelo menos, 15 minutos ao dia)
  • Existem alimentos ricos na substância, que podem ser ingeridos, como peixes gordurosos (salmão), ovos e laticínios
  • Suplementação oral deve ser recomendada por um médico pois, em excesso, pode gerar efeitos tóxicos (até insuficiência renal nos casos graves)

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