O músico, produtor, compositor e presidente da Rede Minas e Rádio Inconfidência, Flávio Henrique Alves de Oliveira, morreu na manhã desta quinta-feira (18) em decorrência de febre amarela. O óbito, segundo o Hospital Mater Dei, foi constatado pelo médico Anselmo Dornas às 7h30. Ainda não há informações sobre o velório e enterro.

"Comunicamos que o paciente Flávio Henrique Alves de Oliveira, internado na Rede Mater Dei de Saúde no dia 11 de janeiro de 2018, faleceu hoje dia 18 de janeiro de 2018, às 7h30, em decorrência de complicações de Febre Amarela", informou o hospital por meio de nota.

Flávio Henrique, de 49 anos, foi internado em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI) na semana passada com sintomas da doença. A confirmação de febre amarela ocorreu um dia antes da morte do músico. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) o artista não contraiu a enfermidade em Belo Horizonte. Além disso, ele não havia sido vacinado contra a doença.

O músico é o segundo residente da capital mineira a contrair a doença em 2018. Os dois casos evoluíram para o óbito. Nas últimas quatro semanas, morreram 15 pessoas por febre amarela em Minas, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta quarta. 

Flávio deixou esposa e uma filha. Ainda não há informações sobre veório e sepultamento. 

A Secretaria de Estado de Cultura se manifestou sobre a morte por meio de nota: "A música, a cultura e a comunicação de Minas Gerais amanheceram de luto nesta quinta-feira (18). Flávio Henrique Alves, presidente da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), faleceu nesta manhã em decorrência de complicações posteriores ao quadro de febre amarela. Além de músico talentoso e compositor reconhecido, Flávio atuou com destaque na Rádio Inconfidência, onde também ocupou a presidência. Sua dedicação foi fundamental durante a transferência da Rádio e da Rede Minas para as novas instalações das emissoras, bem como na implantação e integração da Empresa Mineira de Comunicação (EMC). Seu sorriso, seu jeito carinhoso, sua dignidade e sua música ficam marcadas em nossa memória e em nossos corações. O Governo de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Cultura e todo o Sistema Estadual de Cultura lamentam essa imensa perda e enviam condolências a familiares e amigos. “Flávio Henrique foi, como gestor público, o que sempre foi como artista. Uma pessoa leal e digna que pôs o seu talento a serviço da cultura de Minas Gerais e do Brasil. Todos nós sentimos profundamente a sua partida”, disse o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo".

A Secretaria de Estado de Educação também enviou nota informando que "lamenta profundamente o falecimento do artista Flávio Henrique Alves de Oliveira, presidente da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), que tanto colaborou para a difusão da cultura mineira. Seu talento e dedicação vão sempre nos servir de inspiração e suas composições vão continuar aquecendo os nossos corações". 

A Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura também se manifestaram "Deixamos aqui as nossas mais sinceras condolências aos familiares e amigos de Flávio Henrique por essa inestimável perda".

Ações

De acordo com a secretaria, assim que recebeu notificação sobre a suspeita da doença, ações preventivas foram tomadas. Houve vistorias detalhadas para retirada de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença em imóveis próximo a residência do morador e repasse de informação a moradores da região sobre a necessidade de imunização e aplicação de inseticida contra o vetor.

A SMSA alerta sobre a necessidade da vacinação, principalmente para aqueles que vão viajar para áreas de sítios, chácaras e região de matas silvestres. A imunização deve ser feita 10 dias antes da viagem do deslocamento para esses locais. Uma única dose é suficiente para garantir proteção para a toda a vida.

Mobilização

Desde que a internação do artista tornou-se pública, amigos e familiares de Flávio Henrique fizeram uma mobilização nas redes sociais pedindo doação de sangue para ele. Além disso, uma enxurrada de mensagens clamando pela recuperação do músico.

Grande história

Reconhecido especialmente pelo trabalho como produtor e compositor, Flávio Henrique possui mais de 80 músicas gravadas e é parceiro de nomes como Ronaldo Bastos, Paulo César Pinheiro, Fernando Brant, Sérgio Santos, Zeca Baleiro, Murilo Antunes e Marcio Borges.

Uma de suas composições mais famosas é "Casa Aberta", parceria com Chico Amaral. Ele se destacou ainda no processo de retomada do Carnaval de Belo Horizonte com a marchinha "A Coxinha da Madrasta", primeira vencedora do Concurso Mestre Jonas. Desde 2015, está à frente da Rádio Inconfidência. É ainda integrante do grupo Cobra Coral.

Confira algumas composições marcantes da história de Flávio Henrique:

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