O Carnaval de Belo Horizonte mal acabou e deixa saudade. Em meio à nostalgia de quem passou os últimos dias atrás de inúmeros trios elétricos pela cidade, os olhos, entretanto, miram 2021. Quem curtiu a farra já faz planos para o ano que vem. Os organizadores do evento também devem começar em dois meses a preparação da próxima folia.

carnaval 2020

Os blocos de rua arrastaram cerca de 5 milhões de pessoas na metrópole durante os festejos. Nem a polêmica envolvendo a apreensão de carros de som e o temporal que estava previsto – mas não caiu – tiraram o brilho da festa, que a cada edição vem arrebanhando mais foliões.

Um indício de que o evento tem agradado é que em 2020, pela primeira vez, o número de ônibus chegando ao município pela rodoviária foi maior do que os que deixaram o terminal. “Sinal de que os turistas estão gostando”, destacou Gilberto Castro, presidente da Belotur.

Sobre a apreensão dos carros de som sem autorização, o presidente da Belotur comprometeu-se, para o próximo ano, intermediar conversas entre a PM e os representantes dos blocos de rua, tendo a segurança como norteadora dos debates

Qualidade

O órgão avalia o Carnaval de BH como um “verdadeiro sucesso”. A meta, segundo Gilberto, foi tornar a folia da metrópole uma das mais respeitadas e reconhecidas. “Trabalhamos para ser a melhor do Brasil, mas não necessariamente a maior. Queremos que os belo-horizontinos e os turistas sintam-se seguros aqui”.

O gestor disse que a preparação da festa de 2021 começa em maio. “Teremos uma pequena ‘ressaca’, mas em no máximo noventa dias começamos os trabalhos”.

Planejamento

Gilberto Castro destaca, ainda, a segurança da folia. Em 2019, cenas de violência foram registradas no feriadão, principalmente na Praça da Estação e Savassi, na região Centro-Sul. Ele afirma que, neste ano, todo o efetivo da PM e da Guarda Municipal nas ruas foi essencial para que casos semelhantes não ocorressem.

“Pelo monitoramento diário, percebemos redução dos homicídios, crimes violentos e furtos e roubos de celulares”, completou o capitão Cristiano Araújo, assessor de imprensa da Polícia Militar.

Um dos maiores desafios, porém, foi a dispersão dos foliões após os cortejos. Muitas pessoas permaneceram aglomeradas, obrigando alteração no planejamento do policiamento.

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