Se o Carnaval de Belo Horizonte tem atraído marinheiros de primeira viagem vindos, o evento também está repleto de foliões que estão retornando pela segunda, terceira, quarta e até quinta vez. São pessoas que se apaixonaram pela festa da capital e não pensam duas vezes na hora de decidir onde festejar.

Em muitos casos, gente que organizava excursões para cidades históricas, como Ouro Preto e Mariana, na região Central, e acabou mudando completamente a rota em direção à metrópole.

É o caso do engenheiro civil Pedro Sávio, de 24 anos, que vem de Bom Despacho, no Centro-Oeste do Estado, há três anos. Convencido de que não há opção melhor no país, ele conta que por muito tempo curtiu a festa em Diamantina, na região Central.

“Era o que havia de mais interessante em termos de Carnaval há uns cinco anos. Mas, desde que tive a primeira experiência aqui, em 2017, não consegui mais deixar de vir. Não tem nada igual”, ressalta Sávio.

Diversidade
A mescla de tribos, estilos e propostas musicais dos bloquinhos que fazem o Carnaval da capital acontecer também motiva o retorno de carnavalescos veteranos.

O engenheiro civil Rubens de Paula, de 30 anos, veio pela quarta vez disposto a peregrinar pela maior quantidade de cortejos possível. Para ele, não há cansaço que atrapalhe.

No desfile do Chama o Síndico, em frente ao Mineirão, na Pampulha, ele comemorou o sucesso da festa. “É maravilhoso porque as coisas acontecem em sua maior parte durante o dia. Isso é encantador”, resumiu Rubens.

Democrático
Na Praça da Estação também é fácil encontrar visitantes que viajaram muitas horas para reviver a experiência “ímpar” de desfilar pelo Centro de BH. É o caso do estudante Breno Assis, de 23 anos, que pela quinta vez consecutiva sai de Almenara, no Jequitinhonha, junto com um grupo de amigos.

E o deslocamento de quase 800 quilômetros não desanima a turma. Breno garante que, em nome dos quatro dias de alegria, o desgaste com a viagem de quase dez horas é irrelevante. “A cada ano que passa, o Carnaval de Belo Horizonte melhora. É por isso que a gente sempre volta”, afirmou.

Para o estudante de engenharia Luis Fernando Inocêncio, de 20 anos, que veio de Vitória, no Espírito Santo, pela segunda vez em Belo Horizonte, o segredo da festa momesca está no caráter democrático. “É na rua, aberta, feita para toda e qualquer pessoa que quiser se divertir. Isso é ou não é maravilhoso?”, comemora Luis Fernando.

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