Parte do público que ocupou a avenida Assis Chateuabriand, no bairro Floresta, na região Leste de Belo Horizonte, para acompanhar o desfile do Juventude Bronzeada, na manhã desta terça-feira (5), se dispersou antes mesmo de o bloco chegar na metade do seu trajeto. O motivo seria o baixo volume do carro de som e da bateria. “Além de muito cheio, não se ouve o som. Tá melhor aqui onde a gente fica parado e ouve o som tranquilamente”, afirmou a bancária Elizabeth Cláudia Soares, de 49 anos. 

O bloco começou a desfilar por volta das 10h30. Às 11h, a esquina e os bares já estavam tomados, enquanto em frente ao bloco muita gente caminhava com facilidade.

Quem lucrou com isso foram os bares do entorno. No cruzamento das avenidas Assis Chateaubriand e Francisco Sales, comerciantes instalaram sons com músicas de axé dos anos 90 e 2000, mesmo ritmo que o Juventude toca.

Com os quarteirões fechados, o público fez do passeio e da avenida verdadeiras pistas de dança. “Carnaval é bom por isso, a gente vira a esquina e já tem um som diferente”, disse o estudante Rodrigo Gomes, de 21 anos, morador de Vespasiano, na Região Metropolitana de. Belo Horizonte.

Beleza

Mas teve também quem não desistiu do Juventude. Para quem estava mais próximo da corda ou atrás da bateria, o som podia ser ouvido de forma razoável. “Realmente poderia estar mais alto, mas está dando pra ouvir e eu acho muito bonito. Vou ficar até o final”, contou a professora Fernanda Rizzo, de 38 anos.

Como de costume, o Juventude está exibindo, antes do carro de som, dançarinos customizados com fitas coloridas e coreografias ritmadas.

A expectativa de público não foi divulgada pelo bloco.

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