Noites mal dormidas, caminhadas exaustivas e som na cabeça por ‘horas a fio’. Quem maratonou no Carnaval de Belo Horizonte não reclama, muito pelo contrário. Os foliões garantem que a festa de Momo mal acabou, mas já deixa saudade.

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Luísa, Christoph e Luiz encararam com muita disposição a programação de bloquinhos nesta folia

Alguns, mais empolgados, já planejam repetir a dose em 2021. Caso das amigas Millena Amaral, de 23 anos, e Júlia Gaillac, de 28, que mantiveram uma programação extensa para seguir o máximo de bloquinhos possível. No sábado, por exemplo, a folia começou às 6h e só terminou às 20h. 

“Foram 14 horas na rua seguindo bloco por bloco. Mas não me arrependo. Afinal, Carnaval é só uma vez por ano”, disse Júlia. Antes da folia em BH ‘bombar’, a estudante ia para a praia. “Mas agora aqui está muito melhor. O mar eu posso visitar nas férias. E, em no ano que vem, estarei aqui novamente”.

Apesar da maratona, Millena garante que ainda tinha pique para aguentar mais uns dias. “Vim de Brasília para o Carnaval aqui porque é um dos melhores do Brasil. Acordava cedo para aproveitar o máximo. Sei que em 2021 tem mais”, garante.

Disposição

Teve gente que até perdeu a conta de todos os bloquinhos que seguiu e festas que compareceu. Mas não é para menos. A farra do servidor público Christoph Augusto de Oliveira, de 29, começou na última quarta-feira. “Foram sete dias de folia, de muita festa. A sorte é que amanhã (hoje) não trabalho e vou poder descansar e repor as energias”. 

Quem não terá mesma ‘mordomia’ é o estudante de Engenharia Luiz Felipe Oliveira Neves, de 22 anos. “Vou trabalhar a partir do meio-dia, exalando álcool, mas está bom. Esses dias vão ficar na memória”, observou. 

A namorada do jovem, a designer de moda Luísa Rosa, de 23, também não se queixa da exaustiva programação. “Descanso, só depois do Carnaval. Valeu demais, vai deixar saudade”.

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Grupo de amigos também fez roteiro para curtir muitos blocos na metrópole

Queixas

Como nem tudo são flores, os foliões voltaram a se queixar da quantidade de banheiros químicos espalhados pela cidade. A falta de lixeiras durante os percursos dos blocos também gerou reclamações. “Tento ser educado, mas não dá para ficar com a latinha na mão por horas, porque local de descarte não está fácil de encontrar”, lamentou Rafael Willians Cardoso, de 32 anos.

A Belotur reconheceu que a quantidade de banheiros químicos é um problema, mas informou que não conseguiu mais cabines para alugar. Sobre a limpeza das vias, afirmou que o quesito é um dos melhores avaliados pelos participantes da festa.

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