A maior festa do Brasil está para começar! Faltando poucos dias para o pontapé inicial do Carnaval em Belo Horizonte, onde são esperados mais de 5 milhões de foliões que ficarão espalhados pelos vários blocos de rua da capital, a tão aguarada festa, que move não só os vários festeiros, como também com a economia da cidade, promete ser uma das maiores que BH já teve. Mas, o que para muitos significará curtição, para outros será sinônimo de muito trabalho e muito batente para, quem sabe, conseguir uma renda extra no fim do mês. 

Edson Valeriano

Edson diz que, durante o Carnaval, irá trabalhar todos os dias da folia, atendendo as várias demandas que a época de festa porporciona

Este é o caso de Edson Valeriano, de 51 anos. Ele é motorista de aplicativo há 4 meses e diz que os apps de transporte vieram para somar e ajudar muita gente. "Sempre admirei essa profissão e os aplicativos de transporte vieram para somar. Ajudam em vários aspectos e facilitam para o passageiro e para a população de forma geral", diz.

Edson afirma que, durante o Carnaval, irá trabalhar todos os dias da folia, atendendo as demandas que a época de festa porporciona. "Uma vez que não participo do Carnaval como folião, vou trabalhar como motorista. Será uma boa oportunidade tanto para nós, ao volante, quanto para os usuários e, principalmente, os foliões que vêm de outras cidades, até mesmo de outros estados", garante. 

Edson informa que ainda não é possível fazer uma estimativa de ganhos, mas a perspectiva é a melhor possível. " A expectativa é de um faturamento bom, o que será ótimo para ajudar a pagar as muitas contas que chegam", concluiu. 

Sustento da família

Para muitos, o Carnaval é período propício para garantir do sustento da família. É o caso de Silvana Alves, de 41 anos, que traduz as vendas que faz na rua na compra de comida para os filhos. Ambulante há 21 anos, Silvana conta que, com a renda do Carnaval, também consegue sanar um bocado de dívidas. "Eu já fico esperando essa data para fazer um dinheirinho a mais e pagar as contas", diz ela.  

A vendedora lembra ainda que, com o mercado de trabalho acirrado, atuar como ambulante foi a alternativa para conseguir algum dinheiro. "Hoje em dia está muito difícil para a gente obter um trabalho fichado. Eu sempre tentei, fiz vários currículos, mas nunca fui chamada. Isso me levou a ser ambulante".

Silvana, que vende desde pipoca a amendoim, diz que pretende trabalhar várias horas durante a folia para conseguir desovar todos os seus produtos. "Em dias normais, trabalho das 11h às 20h, mas, no Carnaval, pretendo começar bem cedo e ir até a madrugada. Não tenho uma estimativa de quanto vou faturar, mas seja o que Deus quiser", ressalta a ambulante. 

Compromisso 

Rodrigo Barbosa, de 55 anos, que trabalha como garçom há 35, também não faz cara feia para a alta carga de trabalho no Carnaval. Com a expectativa de mais de dez horas diárias no batente, Rodrigo afirma que sua motivação, acima de tudo, é "o compromisso". "Não irei faturar nada extra durante a folia, mas a gente tem um contrato a seguir, aí tem que cumprir, fazendo o melhor que pudermos", explica. 

Sebastião Valter, também de 55, barman nas horas vagas, diz que no Carnaval irá fazer o que gosta . "Começei como barman em 2009 para complementar a renda, mas hoje atuo na área mais pelo prazer de fazer drinks, além de ganhar dinheiro com isso. Ter uma retribuição financeira e um prazer de executar essa arte é muito importante pra mim", sustenta. 

Sebastião afirma ainda que, durante a folia, pretende trabalhar por cinco horas, todos os dias." Geralmente, cada evento que eu pego tem essa carga horária. Normalmente, são três eventos por mês, mas, certamente. no Carnaval haverá mais que isso", diz. 

* Estagiário, sob supervisão de Evaldo Fonseca