MONTES CLAROS – Começaram ontem de manhã, em Montes Claros, as investigações sobre as denúncias de maus-tratos e tortura na “Casa dos Horrores”, a Comunidade Terapêutica Resgatando Vidas, no bairro Independência, onde viciados em drogas em tratamento teriam sido agredidos.

Leia também: "Casa dos horrores" em Montes Claros pode ser interditada pelo Estado

O coordenador do Centro Estadual de Referência de Álcool e Outras Drogas, Amauri Costa Inácio da Silva, e Rosângela Paulino, da Superintendência de Prevenção, Tratamento e Reinserção da Secretaria Estadual de Prevenção às Drogas, realizaram levantamentos com base na reportagem do Hoje em Dia.

A comitiva ouviu o servidor público Pedro Ruas Neto, que, na quinta-feira, protocolou no Ministério Público uma representação. Ele relatou os casos de violência que estariam sendo praticados na clínica. Segundo Neto, internos que se recusavam a cumprir as ordens eram colocados dentro de uma caixa d’água com 1,50 metro de altura e espancados ou então eram levados para um quarto onde passavam por tortura e maus-tratos.


Prefeito

Depois, acompanhados do secretário-adjunto Municipal de Desenvolvimento Social, André Mori, a comissão se reuniu com o prefeito Ruy Muniz. Foi solicitada ao chefe do Executivo ajuda para esclarecer as denúncias. Na parte da tarde, o coordenador se reuniu na Vigilância Sanitária Municipal, que, desde dezembro recebeu a incumbência de averiguar as denúncias de irregularidade. Depois, ele se encontrou com o Conselho Municipal Antidrogas e, por fim, com membros do Ministério Público.

A Superintendência Regional de Saúde já constatou que a Resgatando Vidas está com excesso de pessoas internadas, mas a comissão ainda não visitou o local.

Leia mais na Edição Digital do Hoje em Dia.