Uma força-tarefa deflagrou uma operação na madrugada desta quinta-feira (28) para combater uma organização criminosa supostamente formada por policiais, despachantes e donos de pátios que recebem veículos apreendidos em Santa Luzia e Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Entre os crimes investigados está o de desvio de peças de veículos apreendidos. 

Foram expedidos 46 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão temporária, que foram cumpridos nas cidades de Belo Horizonte, Caeté, Lagoa Santa, Sabará, Santa Luzia, Taquaraçu de Minas e Vespasiano, de acordo com o Ministério Público, que participou da operação Cataclisma ao lado de Polícia Civil, Polícia Militar e Receita Estadual.

Também foi determinado o afastamento de sete servidores da Prefeitura de Santa Luzia, que eram cedidos ao Detran e são investigados por envolvimento no esquema. Foi determinado ainda pela Justiça um bloqueio de R$ 16,8 milhões dos investigados, valor referente a movimentações financeiras que não foram comprovadas.

Segundo o MP, a investigação sobre o esquema teve início há três anos. Os suspeitos teriam cometido crimes como cobrança e recebimento de propina para a liberação e transferência de veículos, desvio de peças e equipamentos de veículos apreendidos, participação nos lucros e recebimento de propina de pátios de apreensão, inserção de dados falsos nos sistemas informatizados do Detran, obstrução de investigação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Participaram da operação seis promotores de Justiça, 13 delegados, 39 investigadores, quatro escrivães e três peritos criminais da Polícia Civil, 155 policiais militares, cinco auditores da Receita Estadual, nove servidores do Ministério Público e 60 viaturas dos órgãos públicos envolvidos.

A reportagem aguarda retorno da Prefeitura de Santa Luzia sobre o caso.

Leia mais:
Com o ritmo atual de crescimento da frota, BH deve ter mais carro do que gente em 2022