Pelo menos dois assaltos a transportadoras são registrados diariamente em Minas. Em 2017, foram 604 roubos de carga e 366 furtos. Na tentativa de barrar as ações das quadrilhas, uma força-tarefa foi montada no Estado. Na semana passada, o Hoje em Dia já havia mostrado a onda de crimes que têm ocorrido nas estradas. 

A Secretaria de Estado da Fazenda, a federação que representa as empresas (Fetcemg) e as polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal estiveram reunidos ontem para traçar estratégias. 

O planejamento não foi detalhado. As informações repassadas são as de que o patrulhamento será intensificado, além da realização de palestras de conscientização sobre medidas de proteção. A força-tarefa também promete deslocar agentes para identificar os receptadores das cargas.

Conforme a PM, os roubos são mais frequentes na Grande BH, Vale do Aço e Triângulo Mineiro. A região metropolitana concentra 25% dos crimes. As rodovias mais visadas são a BR-040, próximo a Ribeirão das Neves e Contagem, a BR-381, em Ipatinga, e BR-262, em municípios do Triângulo. Só a corporação atendeu a 452 ocorrências no ano passado. 

Em 1° de maio, o  Hoje em Dia mostrou que, além do aumento no número de crimes, as ocorrências estão mais violentas, principalmente em BH. Enquanto os roubos cresceram em 2017, na comparação com 2016, os furtos registraram queda


De acordo com o major Geraldo Cardoso, do Comando de Policiamento Rodoviário da PM, criado no fim de abril, Minas é o terceiro estado com mais roubos de carga do país. O número, segundo ele, se deve ao tamanho da malha viária, que tem 38 mil quilômetros de estradas federais e estaduais. “Caminhões que vão de Norte a Sul passam por Minas”. 

Conforme o militar, a maioria das cargas tomadas por bandidos são os eletroeletrônicos, como computadores e celulares, e cigarros. “São produtos de menor volume e com maior valor agregado, mais fáceis de levar e inserir no mercado”, observa.

Os ataques dos criminosos, acrescenta o major, são sempre premeditados. “Essas quadrilhas são especializadas e se programam para fazer a abordagem. Não é uma ação de grupos despreparados”.