Funcionária de um hospital em Viçosa, na Zona da Mata, deverá ser indenizada em R$ 10 mil pela prefeitura da cidade, por um acidente envolvendo agulhas contaminadas. Após o ocorrido, ela precisou passar por diversos testes, como os para detectar HIV e hepatites B e C, e sofreu preconceito por conta disso.

Segundo a mulher, que era responsável pelo recolhimento de seringas com agulhas utilizadas em vacinações, o incidente aconteceu quando ela foi retirar um recipiente de descarte repleto de agulhas contaminadas, esbarrou na porta e várias agulhas perfuram a sua perna, provocando sangramento. 

Ela disse que além do sofrimento e da angústia diante da possibilidade de ter contraído uma doença grave, sofreu com os efeitos colaterais do uso dos medicamentos, chegando a ficar hospitalizada por um dia. 

A servidora alegou que o município é responsável pelo acidente, por não ter fornecido recipiente próprio para o descarte das agulhas, e pediu a indenização por danos morais no valor de R$ 200 mil, além de R$ 30 mil pelos danos existenciais.   

A prefeitura, então, recorreu do valor reivindicado, sob a alegação de que sempre capacitou seus servidores e forneceu os equipamentos apropriados de descarte de materiais, e que o fato foi isolado. Por fim, a indenização foi fixada em R$ 10 mil por danos morais.