Uma loja usada para a fabricação de molduras que são vendidas há mais de 20 anos na avenida Amazonas, no bairro Nova Suíssa, na região Oeste de Belo Horizonte, vinha sendo utilizada por um dos funcionários como esconderijo de um verdadeiro arsenal de guerra que, segundo ele, pertencia a um "amigo de infância". 

Ao todo foram apreendidas, na noite de quarta-feira (11), pela Polícia Militar (PM), quatro pistolas e três submetralhadoras - uma delas de uso restrito e que foi extraviada do exército argentino. 

Conforme a corporação, uma denúncia anônima dava conta que a loja, localizada na rua José Alencar, estava sendo utilizada como esconderijo de ilícitos por uma organização criminosa envolvida com roubos e tráfico de drogas. 

Quando chegaram ao local, por volta das 19h, os policiais encontraram as portas fechadas, mas foram avisados por moradores que o proprietário era o mesmo da empresa de molduras, que ficava próximo dali, na avenida Amazonas. 

O dono do comércio contou que a loja que foi alvo da denúncia era um espaço usado na produção das molduras, não se opondo a abrir as portas para os militares. Após buscas, uma mala de viagem foi encontrada sob uma mesa e, dentro dela, estavam três pistolas Glock calibre 9 mm (todas com um dispositivo que permite o disparo de rajadas), uma pistola Imbel calibre .45, duas submetralhadoras norte-americanas Mod Mac 11 e, por fim, uma submetralhadora da marca D.G.F.M EL PAM- 1, com um brasão das forças armadas da Argentina. 

Além das armas, na mala estavam também vários carregadores alongados e munições de vários calibres. Confira o vídeo que mostra todo o arsenal apreendido: 

Prisão

Indignado e surpreso, o dono da loja resolveu ligar para o funcionário que também tinha as chaves do local. O homem, de 34 anos, contou que estava em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Jardim América e, diante da informação, os militares se deslocaram até o local. 

Ao ser abordado, o trabalhador acabou confessando ter deixado a mala na loja, dizendo que as estava guardando para um amigo de infância que virou traficante. Ainda segundo a PM, o preso disse que não poderia contar nada além por temer que os criminosos o matassem. O dono da loja se apresentou então como advogado e acompanhou a ocorrência. 

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado para a Delegacia de Plantão (Deplan) 3. 

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