Funcionários da Vale investigados no caso do rompimento da barragem em Brumadinho se apresentam à Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (14), no Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (DEMA). Após registro, eles irão para o IML para exames e seguem para o sistema prisional. Na quarta-feira (13), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) derrubou a liminar que garantia a liberdade deles.

Entre os 13, sendo 11 de Minas Gerais e dois de São Paulo, há engenheiros, geólogos e funcionários terceirizados pela mineradora. Todos eles já haviam sido presos temporariamente e chegaram a ficar na penitenciária Nelson Hungria e no Complexo Penitenciário Estevão Pinto.

Em 29 de janeiro, os primeiros cinco foram detidos. Três deles foram apontados como responsáveis por atestar a estabilidade das barragens. Os outros dois coordenavam a segurança do complexo minerário, onde ocorreu a tragédia. No dia 5 de fevereiro eles conseguiram o habeas corpus junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Os outros oito tiveram a prisão decretada em 15 de fevereiro. Eles também obtiveram liberdade garantida pelo STJ. 

Prisão 

O cálculo dos dias remanescentes a serem cumpridos deve ser fechado somente após o cumprimento de todos os mandados. Na decisão, o desembargador Marcílio Eustáquio Santos, relator do processo, afirmou que a “prisão temporária é necessária ao bom andamento do inquérito policial no qual, frisa-se, apura delito de elevada gravidade concreta”.

Dias das investigadas chegaram a pedir prisão domiciliar por terem filhos menores de 12 anos, mas a solicitação foi negada por unanimidade.

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