Os suspeitos de terem cometido um estupro coletivo após uma festa universitária no fim de semana, em Bom Despacho, na região Centro-Oeste de Minas, já foram ouvidos pela Polícia Civil e apresentaram uma versão diferente daquela contada pela vítima. Segundo a defesa dos três homens, que são funcionários públicos do Estado, não houve crime.

“Eles estão bastante tranquilos com relação à inocência, negam qualquer tipo de violência contra essa suposta vítima”, afirmou Lucas Laire, advogado de um dos rapazes apontados pela estudante como sendo autor do estupro.

A jovem publicou um desabafo sobre o caso no perfil dela em uma rede social. “A dor que eu sinto é intensa e tortura a minha mente todo o tempo (...) minhas palavras jamais exprimirão exatamente o que sinto”, relatou a vítima.

De acordo com depoimento prestado pela jovem para a polícia, ela teria acordado em um quarto de hotel com três homens seminus após a festa do II Encontro Mineiro dos Estudantes do Campo de Públicas. Um dos suspeitos do crime seria palestrante do evento. Os rapazes têm 24 e 25 anos e são egressos da Fundação João Pinheiro, onde estuda a vítima.

Questionamento

Segundo informações da Polícia Civil, o pedido de prisão dos suspeitos foi feito na última quinta-feira. Até o fechamento desta edição, não havia sido dado o posicionamento da Justiça para o requerimento feito pela delegada que está à frente do caso.

A defesa questiona a necessidade da medida. “A investigação é prematura, inicial, todos têm endereço fixo, não há nenhum requisito para decretar prisão preventiva ou temporária, eles estão colaborando e a defesa espera provar isso no foro competente”, alegou Laire.

Segundo ele, os rapazes estão sendo julgados de forma prematura e sem provas. “Eles estão completamente abalados com a repercussão do caso. São funcionários públicos do Estado com reputação ilibada, que se viu jogada por terra com a divulgação desta notícia”, disse o advogado.

A vítima, que assim como os suspeitos mora em Belo Horizonte, fez exame de corpo de delito na última quarta-feira. O resultado, que ainda não foi divulgado, pode ser comprometido por causa do tempo que se passou entre o fato e a realização do exame.

A Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito sobre o estupro coletivo denunciado pela estudante de administração pública, sendo que o prazo pode ser prorrogado, caso seja necessário