O Laboratório Central de Saúde Pública da Fundação Ezequiel Dias (Lacen/Funed) aumentou em mais de dez vezes a capacidade para diagnósticos da Covid-19, passando de 160 para duas mil amostras por dia.

Além disso, segundo a Funed, 29 laboratórios foram habilitados em 15 instituições, que formam a RedelabCovid-19, criada para descentralizar o diagnóstico da doença no Estado. Do início da pandemia até essa quinta-feira (18), foram realizadas 405.890 análises, sendo que 404.490 já tiveram seus resultados liberados e 1.400 ainda estão em estudo. 

A fundação também contratou cerca de 40 profissionais – entre biólogos, biomédicos, farmacêuticos e técnicos administrativos –, por meio de chamamento emergencial, para atuar exclusivamente no diagnóstico da doença. Ao todo, mais de cem trabalhadores compõem a força-tarefa contra a Covid.

Além desses investimentos, a fundação fez uma parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e com as plataformas nacionais do Ministério da Saúde para garantir a continuidade dos exames. “A colaboração tem sido um ponto forte da atuação durante a pandemia. Diversas parcerias estão em curso para responder à demanda por diagnósticos e garantir que eles estejam liberados para contribuir com as necessidades clínicas dos pacientes e também com a análise do cenário da pandemia no Estado”, explica Ana Luísa Cury, chefe da Divisão de Epidemiologia. 

Atuação estratégica

Desde oito de fevereiro, a Funed também passou a ser um dos quatro laboratórios do país a integrar a Rede Nacional de Sequenciamento Genético para a Vigilância em Saúde, criada pelo Ministério da Saúde. Além dos exames de Minas, a fundação será referência para mais cinco estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O trabalho será voltado para análise de vírus relacionados à Covid-19, de forma que seja possível aumentar significativamente o quantitativo de genomas disponíveis, ou seja, de informações obtidas de uma espécie a partir da sequência de seu código genético, para entender sua estrutura, organização e função. 

A ideia é usar as informações atualizadas em tempo real sobre novas variantes do vírus da Covid-19 para subsidiar as ações de vigilância epidemiológica do Estado, permitindo um planejamento mais efetivo, visando ao controle e à antecipação de situações graves de Saúde Pública.