Em 23 de fevereiro, Peterson Constância Alves completou 7 anos. Ele dispensou brinquedos novos e festa com os coleguinhas do 2º ano do ensino fundamental. O presente que o garoto queria era passar um dia com o Corpo de Bombeiros. Desde pequeno, Peterson sonha em salvar vidas como “aviador” da corporação.

O pedido foi feito por meio de carta enviada ao comando dos Bombeiros. Nessa terça (1º), o menino, que mora com os pais em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de BH, foi recebido no Batalhão de Operações Aéreas, no aeroporto da Pampulha, na capital. Após colocar a farda feita sob medida para ele, Peterson conheceu de perto as aeronaves usadas em salvamentos.

Por iniciativa própria, o garoto faz pesquisas na internet sobre esta carreira militar. “Ele não fala em ser piloto, sempre usa a expressão aviador dos Bombeiros. O Peterson já presenciou alguns salvamentos, entre eles de uma vítima de acidente na BR-040 pelo helicóptero Arcanjo. Quando perguntamos porque não ser médico para salvar vidas, ele é irredutível: ‘Quero ser bombeiro’”, diz a mãe do menino, Vanessa Alves Ferreira, de 29 anos.

Desafios

Xará do menino, o capitão Peterson Monteiro, piloto de avião dos bombeiros há 15 anos, foi um dos oficiais encarregados de ensinar ao pequeno um pouco sobre o funcionamento das aeronaves. Além disso, mostrou ao garoto os inúmeros desafios da profissão.

“Expliquei ao Peterson as dificuldades para se chegar ao posto de comandante de aeronave, posto que requer muito esforço e dedicação, e que ele precisa continuar estudando muito para isso”, diz o capitão.

O oficial, que também é co-piloto de helicóptero, ressalta que entre os 6.337 bombeiros em Minas há apenas 20 credenciados para pilotar aeronaves, o equivalente a 0,3% da tropa.

Tratamento

Com 7 anos, Peterson tem idade óssea de um garoto de 5. No entanto, faz tratamento médico e esse não deve ser um entrave para a futura carreira.

“A endocrinologista que o acompanha afirma que o quadro dele é bem melhor. Hoje, a diferença da idade óssea é de apenas dois anos, quase dentro da normalidade”, diz Vanessa.

Uma das metas a ser atingida é chegar a 1,60 metro de altura, pré-requisito para entrar na corporação. Peterson, que foi convidado a participar do desfile de 7 de setembro junto com os futuros colegas de profissão, retribuiu com um desenho feito por ele expressando amor ao Corpo de Bombeiros.