Um gavião ficou ferido após ser atingido por uma linha chilena na noite de quarta-feira (14), no bairro Ipê, região Nordeste de Belo Horizonte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ave estava caída no quintal de uma casa com a asa decepada por uma linha cortante (que pode ser chilena ou cerol).

O animal foi socorrido pelos bombeiros e levado para uma clínica veterinária especializada.

Linha segura

Neste mês, o Hoje em Dia lançou a campanha "Linha Segura", salientando que a principal medida para evitar tragédias é a denúncia do uso ou comércio das linhas cortantes, que pode ser feita de forma anônima pelo telefone 181, o Disque-Denúncia. A campanha contou com a participação do garoto Gabriel Lucas, de 15 anos, que perdeu uma das pernas para a linha chilena.

Além do caso de Gabriel, morador de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, uma criança de Visconde do Rio Branco, na Zona de Mata, também teve uma das pernas amputada, este ano, em Minas. Até o último dia de julho deste ano, antes mesmo do início da temporada de ventos – que vai de agosto a novembro –, o Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, na capital mineira, já tinha atendido 23 vítimas de ferimentos provocados por cerol ou linha chilena. 

Desde 2002, a utilização e a venda das linhas cortantes são proibidas por lei. Quem for flagrado cometendo a irregularidade está sujeito a multas que variam de R$ 100 a R$ 1.500. Se o uso resultar em prejuízos patrimoniais, ferimentos ou morte, o infrator pode parar atrás das grades.