O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou, na manhã desta terça-feira (24), que gostaria que as aulas retornassem o quanto antes no Estado. Segundo ele, o ensino só não voltou ainda por conta de uma denúncia do sindicato dos professores à Justiça.

Zema também afirmou que as escolas estaduais estão prontas para a retomada. As afirmações foram feitas durante entrevista à rádio Itatiaia, momento em que também falou sobre a vacina de Covid-19.

Conforme o gestor, o ensino poderia ter retornado há pelo menos 60 dias nas regiões mineiras que estão na Onda Verde, ou seja, no nível que permite a abertura de mais estabelecimentos no programa de flexibilização Minas Consciente. 

"Houve uma decisão judicial que proibiu essa volta às aulas, inclusive solicitada pelo próprio sindicato da categoria, das professoras, e nós não discutimos decisão judicial. Nós acatamos, recorremos, mas eu espero que volte o quanto antes", afirmou.

Para Zema, a ausência das aulas têm sido prejudicial a alunos e famílias.

"Os alunos têm sido prejudicados. Muitos pais têm já uma condição de não tolerar os filhos em casa. As crianças pequenas principalmente, precisam sair, socializar", afirmou.

Escolas estaduais

O chefe do Executivo também declarou que, caso a retomada do ensino seja autorizada pela Justiça, as escolas estaduais estão preparadas para retornarem com a atividade presencial.

"Muito provavelmente, se isso acontecer, é provável que as aulas possam começar antes de um ano o calendário normal, já que esse ano nós ficamos quase todo o ano sem aula", disse.

 

Procurado, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) informou que defende uma posição que vai de acordo com o que a ciência e os infectologistas determinam em relação à pandemia.

Conforme a coordenadora-geral do Sind-UTE, Denise Romano, Minas está vivendo um crescimento no número de contaminados e de casos em todo o Estado na última semana. 

"Se as aulas tivessem retornado presencialmente conforme era intenção do governo no mês de outubro, em que patamares nós estaríamos hoje? Essa é a pergunta que precisa ser respondida. Não há e nunca houve garantia sanitária para retorno e o crescimento dos casos, por conta das flexibilizações, que já aconteceram, excluindo a escola dessa equação, estão se tornando, novamente, assustadores", declarou Romano.

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