A terceira fase do programa Mãos à Obra, da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), foi anunciada nesta sexta-feira (13) e será responsável pela reforma estrutural de 482 escolas estaduais. O investimento será de R$ 70 milhões e, somado às duas fases anteriores, totaliza R$ 120 milhões usados para reparar deficiências estruturais em instituições de ensino da rede em 2019.

O anúncio foi feito pela secretária da pasta, Júlia Sant’Anna, em uma coletiva de imprensa na qual também foram apresentados balanço do primeiro ano de gestão e perspectivas para os próximos. “Com esse projeto, resolvemos o problema das 499 escolas com termos de compromisso emergenciais assinados desde 2014”, declarou.

Até o momento, nas duas primeiras fases do Mãos à Obra, mais de 300 escolas já foram atendidas. As reformas, no entanto, não têm um prazo definido para serem concluídas, já que, conforme a secretária, cada caso é analisado individualmente e depende de processos como reanálise de licitações.

As instituições foram contempladas com base nos termos já firmados e em visitas realizadas entre setembro e outubro, nas quais foram preenchidos formulários para traçar um panorama de cada escola e definir estratégias de soluções de problemas. Ao todo, serão feitas intervenções em 824 dos 3.999 endereços escolares de Minas.

 

Próximos passos

Júlia Sant'Anna avaliou 2019 como um ano para traçar diagnósticos sobre o ensino na rede estadual mineira. A titular da pasta comemorou o aumento de 45% de participação das escolas no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) no Ensino Médio, o que permite ao Estado conhecer melhor a situação das instituições e definir linhas de trabalho.

A criação de sistemas padronizados, como a matrícula escolar e o calendário letivo unificado, também foi apresentada como avanço do governo na gestão das escolas estaduais.

Agora, para 2020, estão previstos investimentos no campo pedagógico, com a manutenção do programa de reforço escolar desde o primeiro semestre; na infraestrutura, com obras em escolas em piores condições; e a valorização profissional com a nomeação de 5 mil concursados no primeiro semestre e a melhoria no processo de aposentadoria dos trabalhadores do setor.