Em meio a questionamentos sobre subnotificações e aumento no número de casos de Covid-19 em Minas, situação que o governo estadual rebate com a ampliação dos grupos de examinados, a administração do Estado divulgou, nesta sexta-feira (5), a liberação de R$ 178,3 milhões para uso exclusivo no combate à pandemia, em ações de saúde e assistência social, incluindo a compra de insumos para aumento na capacidade de testagem. O recurso, proveniente de emendas parlamentares, será empregado em 566 municípios, o que presenta 66% do território mineiro

O valor foi possível após aprovação da Lei 23.632, de 2020, que criou o Programa de Enfrentamento dos Efeitos da Pandemia de Covid-19 e autorizou a abertura de crédito especial no Orçamento Fiscal do Estado. Do total,  R$ 2.493.778,06 serão utilizados em emendas da área de desenvolvimento social e outros R$ 175.853.843,59 terão finalidade para a saúde. 

De acordo com o governo, os repasses servirão, dentre outras coisas, para a aquisição de 9.455 unidades de kits emergenciais (com 29 itens, entre alimentos, material de higiene, limpeza e cobertores) para população em situação de vulnerabilidade social por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). 

Outro objetivo da liberação é a compra de insumos para realização de testes de diagnóstico para a Covid-19, feitos pela Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas). Além disso, o dinheiro deverá ser empregado para o desenvolvimento de pesquisas pela Fundação Ezequiel Dias (Funed); e em investimentos na Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig); incluindo repasses para os fundos municipais de saúde e hospitais filantrópicos pelo Fundo Estadual de Saúde (FES).

Segundo o secretário de Estado de Governo de Minas Gerais, Igor Eto, a liberação de partes das emendas parlamentares ocorreu após acordo de remanejamento feito pelo governo de Minas em parceria com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), representando "sensibilidade e agilidade, com resposta firme e contundente" dos poderes legislativo e executivo estaduais.

"Demonstra, ainda, foco de todo o poder público em resolver os problemas do cidadão do nosso estado. O fato de fazer acordo global com os parlamentares, que também conhecem os problemas de Minas de perto, me alegra, pois sei que o dinheiro chegará em todos os cantos de Minas. Fico muito satisfeito e muito orgulhoso disso, pois o momento exige união dos poderes. Agradeço ao presidente Agostinho Patrus por ter ajudado a alinhavar o acordo e aos parlamentares mineiros", declarou.

Valores de investimentos por órgão:

- Sedese: R$ 2.493.778,06;
- Fundo Estadual de Saúde (SES): R$ 160.806.593,59;
- Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais: R$ 1.496.464,50;
- Fundação Ezequiel Dias: R$3.474.431,50;
- Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais: R$ 10.076.354,00;
Total: R$ 178.347.621,65

Outros investimentos

Conforme o governo, desde o início da crise do coronavírus, o Estado ampliou em 30% a capacidade de atendimento intensivo, contando atualmente com 2.885 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na rede do SUS. Até março, ainda segundo a administração estadual, eram 2.013 leitos.  

"Foram gastos mais de R$ 304 milhões no combate à pandemia, além da construção do Hospital de Campanha com o custo mais baixo do país. O Estado também adquiriu 1.047 respiradores que serão distribuídos a hospitais de várias regiões e recupera equipamentos para atender a municípios diversos", informou.

(Com Agência Minas)