A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou nesta quinta-feira (5), que voltou atrás e suspendeu o racionamento de água nas unidades prisionais da Estado.

A pasta havia definido que a água poderia ser utilizada por seis horas diárias nas unidades prisionais após dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento apontarem que um detento gasta em média 88% a mais de água do que um cidadão em liberdade.

“O documento que indicava o uso por 6h diárias nos presídios e penitenciárias de Minas Gerais foi tornado sem efeito nesta quinta-feira, até que a área técnica possa avaliar as particularidades de cada uma das 197 unidades prisionais administradas pelo Estado”, diz o comunicado.

Nelson Hungria

Ainda de acordo com a Sejusp “o objetivo do trabalho da atual gestão continua sendo o de otimizar o uso do recurso hídrico em todas as unidades para evitar o desperdício, sem prejudicar as atividades de custódia e ressocialização, respeitando sempre a dignidade e as necessidades de higiene e consumo dos custodiados. Esclarece, ainda, que trabalha para sanar eventuais problemas relativos às estruturas hidráulicas que apresentam danos”.

Nessa quarta, o juiz Wagner Cavalieri, da Vara de Execuções Criminais de Contagem, já havia determinado a suspensão do racionamento de água no Complexo Penitenciário Nelson Hungria.

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