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Bacias sanitárias da Grande BH serão analisadas para identificar presença e incidência do coronavírus

O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e a UFMG se juntaram à Agência Nacional de Águas (ANA) para uma iniciativa que vai ajudar na compreensão da pandemia da Covid-19 em Minas e fornecer dados para o enfrentamento da doença e sua disseminação. O projeto-piloto Monitoramento Covid Esgotos vai investigar, nas sub-bacias sanitárias de Belo Horizonte e Contagem, a possível presença do novo coronavírus no esgoto. A ideia é mapear a incidência do vírus e identificar áreas de maior presença, bem como um eventual crescimento de sua presença. O trabalho tem duração prevista de 10 meses.

“Nas águas e nos esgotos podemos ter informações valiosas para salvar vidas, auxiliando os órgãos de Saúde a alocarem seus esforços para combate à pandemia e ainda para entender a dinâmica da movimentação do vírus nos municípios. Mesmo após a entrega das conclusões, os avisos podem ser úteis para possíveis novas ondas de infecção e para o planejamento de medidas de retorno das atividades de forma embasada”, destacou Christianne Dias, diretora-presidente da ANA.

A diretora-geral do Igam, Marília Melo também ressalta a importância do estudo. “Ele tem tem grande potencial para auxiliar no entendimento da circulação do coronavírus nas regiões investigadas, visto que há possibilidade de identificar áreas em que o vírus possa estar mais ou menos presente. Assim, o estudo pode fornecer subsídios para as autoridades da área da Saúde estabelecerem ações de redução dos níveis de transmissão da doença e de proteção da população”, avalia.