As bacias hidrográficas da região do Monumento Natural Serra da Piedade serão mapeadas pelo Governo de Minas para a criação de um banco de dados de acesso público, com informações relevantes para gestão territorial das águas do entorno do local. O estudo, que culminará no chamado Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP), é uma parceria da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) com a Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG). 

Conforme o Estado, "as informações da base de dados a ser construída serão de extrema importância para a tomada de decisão e fomento de diretrizes ambientais na região. O ZAP realiza levantamentos como a disponibilidade hídrica superficial, o uso e ocupação do solo e a caracterização de unidades de paisagem, de forma a possibilitar o cruzamento de dados relevantes para gestão da bacia hidrográfica ou de um conjunto de bacias". 

O estudo englobará uma área de aproximadamente 40 mil hectares, servindo de subsídio para o Plano de Manejo do Monumento Natural da Serra da Piedade e para o futuro Plano de Desenvolvimento de Base Conservacionista e Cultural da mesma serra. A previsão é que os levantamentos sejam feitos em um período de cerca de seis meses, sendo que, após a conclusão, uma base geoespacial e um relatório serão apresentados à população. 

"O estudo passará por aprovação e validação do Comitê Gestor do ZAP, instituído pelo Decreto 46.650 de 2014, e ficará disponível para o público no site da Semad, com índices e indicadores, e na plataforma de Infraestrutura de Dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IDE-Sisema) contemplando a base de dados geoespaciais", completa o Governo. 

Metodologia

Para a execução desse estudo será utilizada a Metodologia Mineira de Caracterização Socioeconômica e Ambiental de Sub-bacias Hidrográficas, culminando no denominado ZAP, desenvolvido conjuntamente entre a Semad e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). 

"A aplicação da metodologia permite a avaliação preliminar do potencial de adequação de uma sub-bacia hidrográfica, fornecendo informações do meio natural e produtivo, que poderão contribuir significativamente para as diretrizes de ordenamento do uso do solo no âmbito das bacias hidrográficas", completa o Estado.

A metodologia é coordenada no âmbito da Semad desde 2016. Atualmente, o ZAP é amplamente utilizado na região do Triângulo Mineiro, na bacia do Alto Rio Paranaíba e na região da bacia do Rio Doce, onde dá apoio às medidas adotadas para a recuperação da área diretamente impactada pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, na região dos municípios de Ouro Preto e Mariana.

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