Cinco barragens de Minas Gerais deverão ser fiscalizadas imediatamente, devido ao alto risco de rompimento, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (30) pelo Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastres do Governo Federal. A lista com orientação de pente-fino em caráter de urgência conta com 3.386 estruturas de contenção ao todo. 

No estado, as barragens que apresentam risco são a Bananal, em Riacho dos Machados, no Norte de Minas; Dique 2, em Itabirito, na região Central, barragens I e II da Mina do Engenho, em Rio Acima, na Grande BH, e a Água Fria, em Ouro Preto, Central do estado. 

Entre as estruturas, apenas a de Riacho dos Machados, que é de irrigação, deverá ser fiscalizada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). As outras quatro barreiras, usadas para contenção de rejeitos de minério - como as de Brumadinho e Bento Rodrigues -, serão inspecionadas pela Agência Nacional de Mineração.

O levantamento feito pelo governo federal ainda apontou que em 11 locais do estado o risco de rompimento das barragens é médio. Seis dessas estruturas são usadas por hidrelétricas, em Taquaraçu de Minas, Rio Pomba, Carmo do Cajuru , Três Marias e Curvelo. A barragem Mangabeiras Dique 1, usada para contenção de rejeitos em Belo Horizonte, também está listada com risco médio. 

Conforme o governo federal, “no total, o Brasil possui 43 agentes fiscalizadores”, para executar as ações.  A reportagem procurou as empresas responsáveis pelas estruturas e aguarda retorno.