Quase 19 mil pessoas esperam hoje por uma cirurgia eletiva nas filas dos hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), em Belo Horizonte. Para aumentar a rotatividade, reduzindo o tempo de espera dos pacientes, o Ministério da Saúde anunciou ontem que irá destinar R$ 650 milhões aos municípios e estados brasileiros. Minas Gerais ocupa o segundo lugar no ranking e irá receber menos de 10% do montante (quase R$ 60 milhões).

“É importante lembrar que, do total repassado, R$ 50 milhões ficarão com os municípios que têm 10% ou mais da população em situação de extrema pobreza”, ressaltou a diretora do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle do Ministério da Saúde, Maria do Carmo. A portaria permite aos gestores locais do SUS uma remuneração diferenciada aos prestadores de serviço. O objetivo é estimular a realização das cirurgias agendas.

A gerente de Regulação e Atenção Hospitalar da Secretaria de Saúde de Belo Horizonte, Ninon Fortes, aponta a inclusão de três novos procedimentos ortopédicos cobertos pelo SUS como maior ganho. “As cirurgias de ortopedia são, sem dúvida, as mais demandadas. Os benefícios serão enormes”, diz. Com a inclusão dos novos procedimentos, o SUS passa a realizar, no país, 713 cirurgias de média complexidade – 625 procedimentos a mais se comparado a 2010.

A Secretaria de Estado de Saúde informou, por meio de nota, que irá aguardar a comunicação oficial do Ministério da Saúde para se pronunciar. A auxiliar de escritório Lúcia Martins, de 58 anos, espera, temerosa, o resultado dos exames realizados pela mãe, a aposentada Lucy Martins, de 82, que tem suspeita de catarata. “Aguardamos há cinco meses apenas para fazer os exames. Imagine o tempo que iremos esperar caso a doença se confirme e a cirurgia seja indicada?”, questionou.

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