O jornal Minas Gerais trouxe nesta sexta-feira (11) a publicação de reintegração de centenas de comissionados que haviam sido exonerados no início do ano. Na lista, estão profissionais das áreas de cultura, meio ambiente e agricultura.

No setor cultural, foram revogadas as exonerações de profissionais da Fundação Clóvis Salgado (FCS), Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e Fundação TV Minas (Rede Minas).

Com a anulação da exoneração de 39 funcionários da FCS, parte das atividades do Palácio das Artes podem ser retomadas, como a mostra “Musicais de Ouro” que começa a ser exibida nesta sexta-feira no Cine Humberto Mauro. A Rede Minas, que havia perdido 1/3 dos funcionários, conta agora com o retorno de 39 profissionais.

A publicação do Minas Gerais desta sexta também traz a reintegração de comissionados do Instituto Estadual de Florestas, do Instituto Mineiro de Gestão de Águas, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Fundação João Pinheiro, entre outros. São sete páginas com nomes de profissionais que voltam a trabalhar para o Governo do Estado.

Também houve publicação de reintegração de comissionados no Minas Gerais do dia 9 de janeiro. Nesta lista, há a suspensão da exoneração de funcionários da Fundação Ezequiel Dias, da Controladoria-Geral do Estado, da Secretaria de Transportes e Obras Públicas, da Secretaria de Administração Prisional, entre outros.

Questionado sobre o número de comissionados que foram reintegrados ao Governo, o Estado informou "que todos os processos já ocorridos até o momento estão publicados no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais".

Recondução

No dia 5, o governo de Minas anunciou que iria reconduzir aos cargos parte dos servidores comissionados exonerados, para manter serviços emergenciais ou contínuos. Gestores de todos os órgãos e entidades estaduais têm até 12 de janeiro para enviar a lista com os comissionados que deverão voltar aos postos de trabalho. A medida vale apenas para funcionários que exerciam “atividades essenciais” no Executivo.

A exoneração dos servidores comissionados foi o primeiro ato da gestão de Romeu Zema (Novo). Seis mil servidores não concursados foram dispensados. A justificativa foi reduzir gastos do Estado, cujo déficit é estimado pelo atual governo em R$ 30 bilhões.

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