Grande BH concentra metade dos casos da síndrome infantil ligada à Covid; veja lista de cidades

Luiz Augusto Barros
@luizaugbarros
07/07/2021 às 19:28.
Atualizado em 05/12/2021 às 05:21
 (© Marcello Casal/Agência Brasil)

(© Marcello Casal/Agência Brasil)

Mais da metade dos casos da síndrome infantil associada à Covid foram registrados na Grande BH. Das 133 crianças infectadas em Minas, 73 (55%) são da região. A enfermidade é rara, com poucas conclusões científicas até o momento. Dentre as principais hipóteses para a concentração, a proximidade à capital, densidade populacional e número de casos do coronavírus na população adulta. 

Até o momento, três mortes foram confirmadas no Estado. Dos 34 municípios da região metropolitana, 12 têm notificações da doença, que leva o nome de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P).

Casos da SIM-P na Grande BH
Belo Horizonte: 42
Contagem: 10
Betim: 5
Ribeirão das Neves: 4
Ibirité: 2
Sabará: 2
Santa Luzia: 2
Vespasiano: 2
Esmeraldas: 1
Nova Lima: 1
Pedro Leopoldo: 1
Sarzedo: 1

Autoridades de saúde afirmam que a SIM-P pode ser mais comum e agressiva mesmo em pacientes com boa defesa imunológica, pois é baseada na resposta inflamatória exagerada ao vírus, atingindo vários órgãos. 

Segundo a médica Andréa Lucchesi de Carvalho, membro do Comitê de Infectologia da Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), a quantidade elevada de casos infantis geralmente acontece nas localidades com maior incidência entre a população mais velha. “Primeiro, temos a epidemia do adulto e, depois de quatro a oito semanas, vêm os casos pediátricos”.

Os diagnósticos da síndrome no Estado revelam que a média de idade dos doentes é de 5 anos. A maioria não apresenta comorbidades (83%) e são do sexo masculino (63%). O quadro geralmente é de insuficiência respiratória grave, além de doença renal e insuficiência cardíaca agudas. 

Conforme mostrou o Hoje em Dia em maio, à época, apenas 5,9% dos casos eram em mineiros entre 10 e 14 anos. Neste momento, a proporção disparou e chegou a 12,5%. 

A maior parte das ocorrências (47,1%) foi confirmada em menores de 5 anos. Em seguida, vêm aqueles de 5 a 9, com 40,4% dos registros.

Segundo a infectologista, o crescimento do número de infecções entre as crianças mais velhas pode estar ligado a uma maior exposição dessa população. Além disso, ela afirma que o Brasil vive um contexto único em relação aos acometidos pela síndrome. “No mundo inteiro, a literatura mostra que essa doença é mais comum nas crianças acima de 8 anos”.

Dos pacientes confirmados com a enfermidade, 124 já tiveram alta. Os óbitos pela SIM-P foram atestados em Esmeraldas, na região metropolitana, e em Barra Longa e Juiz de Fora, na Zona da Mata. Ao menos um caso da síndrome foi registrado em 50 municípios do Estado.Editoria de Arte 

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