Um balanço da Secretaria de Estado de Saúde (SES) aponta que a greve dos servidores afeta parcialmente nove das 21 unidades vinculadas à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Ainda segundo a SES, em quatro das unidades a paralisação foi mínima e não afetou o atendimento aos pacientes.
 
De acordo com a nota, no Hospital Eduardo de Menezes cerca de 35% dos técnicos em enfermagem aderiram ao movimento e, por causa disso, a unidade não vão receber mais pacientes. Já no Hospital de Pronto-Socorro João XXII, também só houve participação dos técnicos. "De um total de 134 que deveriam estar trabalhando, 19 aderiram. Foi registrado reflexo da greve no Raio X, onde de 4 técnicos 2 aderiram, o que esta atrasando os exames".
 
No Hospital Cristiano Machado e no Hospital Infantil João Paulo II, a adesão também foi apenas de técnicos de enfermagem. Entretanto, no último caso, quase metade dos servidores do setor de emergência participa da paralisação, o que deixa o atendimento mais lento. Na Casa de Saúde Santa Izabel, a SES informou que todos os funcionários escalados estão trabalhando, mas apenas os casos de urgência e emergência estão sendo atendidos.
 
Já na Fundação Ezequiel Dias (Funed) 36 dos 1.200 servidores aderiram à greve. No Hemominas, seis servidores da unidade Belo Horizonte pararam os servidos, mas as demais unidades do Estado estão funcionando normalmente. E na Escola de Saúde Pública (ESP) nenhum servidor aderiu à greve.
 
Os servidores da rede estadual de saúde iniciaram uma greve por tempo indeterminado em todo o Estado a partir desta terça-feira. Eles reivindicam redução da jornada de trabalho sem redução salarial, revisão do plano de carreira e a isonomia nas gratificações das diversas carreiras da saúde. Além disso, eles cobram reajuste salarial e afirmam que, durante uma das reuniões do Comitê de Negociação Sindical (Cones) realizada este ano, o governo teria sinalizado com a possibilidade de não oferecer nenhum aumento aos servidores este ano.
 
Entretanto, em nota o Governo informou que "reajustes e benefícios que tenham impacto financeiro serão definidos em setembro, como prevê a Lei da Política Remuneratória (Lei 19.973/2011), considerando a receita do Estado e os valores já comprometidos com as despesas de pessoal e os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal". Além disso, o Estado afirmou que mantém negociação constante com os servidores por meio do Cones e que todos os pontos acordados com a categoria no final do ano passado estão sendo cumpridos, "não havendo motivação para realização de novas manifestações e paralisações".