O protesto contra a Reforma da Previdência levou 300 mil manifestantes para o Centro de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (14). A estimativa é do secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jairo Nogueira. “É recorde de público de todos os atos”, afirmou. A Polícia Militar (PM) foi procurada, mas informou que não faz estimativa de público. 

Desde o início da manhã, motoristas enfrentam lentidão no hipercentro da capital. Os reflexos também são sentidos nas regiões Leste, Oeste e Noroeste. Dentre as vias que tiveram o tráfego impedido estão as avenidas Augusto de Lima, João Pinheiro, Amazonas e Andradas. O resultado: filas quilométricas de veículos e motoristas impacientes parados no trânsito.

A mobilização  começou por volta das 10 horas, na Praça Afonso Arinos, e a passeata teve fim às 14h30, quando os manifestantes chegaram na Praça da Estação. 

No início da tarde, a BHTrans informou que depois de quase três horas parcialmente interditado, o trânsito foi liberado nas proximidades da Praça 7. O tráfego também já está fluindo na Praça Afonso Arinos. Contudo, a lentidão persiste nessas áreas, com reflexos em outras vias. 

Conforme a empresa que gerencia o tráfego na capital, ainda não há previsão de liberação da avenida dos Andradas e nas regiões Leste, Oeste e Noroeste da capital. 

“É a união das categorias. Essa reforma acaba com a aposentadoria de quem está na ativa e de quem vai entrar no mercado de trabalho. Vai acabar com o povo brasileiro”, afirmou o representante da CUT. 

A coordenadora do Sindicato Únicos dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute), Denise de Paula Romana, disse que além da reforma, os professores também protestam contra o contigenciamento da educação. “Temos que combater a reforma e os cortes no ensino superior”, disse. 

Greve 

A paralisação de 24 horas foi convocada por centrais sindicais de todo o país, que protestam contra a Reforma da Previdência, defendida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Também fazem parte das reivindicações temas como maior geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia e contingenciamento na Educação.

Bolsonaro comenta greve

Durante um café da manhã com jornalistas hoje, o presidente Jair Bolsonaro foi perguntado sobre a greve. O presidente disse ver o movimento como algo natural. "(Vejo) com muita naturalidade. Quando resolvi me candidatar, sabia que ia passar por isso", disse. 

Sobre reforma da Previdência, alvo das paralisações de hoje, Bolsonaro voltou a defender a importância das mudanças nas regras da aposentadoria, sem as quais os empresários não terão "segurança para investir".

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