Greve no metrô de Belo Horizonte continua, mas com escala mínima a partir deste sábado

Marina Proton
mproton@hojeemdia.com.br
24/12/2021 às 12:12.
Atualizado em 29/12/2021 às 00:36
 (Lucas Prates)

(Lucas Prates)

Lucas Prates / Hoje em DiaNesta sexta-feira (24), véspera de Natal, as estações do metrô de BH seguem fechadas pela greve

Os metroviários de Belo Horizonte decidiram, por meio de assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (24), que, apesar da manutenção da greve, irão acatar a liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) e trabalhar em escala mínima a partir de 0h deste sábado (25).

Conforme informou o diretor Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG), Pedro Vieira, a categoria trabalhará dessa forma até na próxima terça (27), quando uma nova assembleia será realizada.

"Decidimos atender porque segunda-feira teremos a mediação no próprio TRT, onde vão participar o sindicato, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a Advocacia-Geral da União (AGU). Depois disso, na assembleia, a categoria vai deliberar sobre a decisão que for tomada nessa reunião. Daí, vai depender da decisão do governo atender ou não a nossa reinvidicação", disse.

Diante da decisão desta sexta, a partir de sábado (25), o metrô funcionará das 5h30 às 10h na parte da manhã e das 16h30 às 20h na parte da tarde/noite. Fora deste horário, as 19 estações ficarão fechadas.

O que pede a categoria
Desde a 0h de quinta-feira (23), os metroviários estão de braços cruzados em Belo Horizonte e Contagem, na Região Metropolitana da capital. A categoria protesta contra uma resolução do Conselho de Parcerias de Investimentos, do Governo Federal, que com a privatização, impossibilita que os empregados de BH solicitem transferência para outras unidades. A decisão dos metroviários de suspender os trabalhos foi tomada durante assembleia realizada no último domingo (19).

Durante a semana, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) obteve uma liminar que estabelece a manutenção de parte da operação do transporte durante a greve. Conforme o texto, as viagens deveriam ocorrer em horários de pico e a multa pelo descumprimento é de R$ 30 mil.

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