Neste sábado, 7 de setembro, em contraponto à celebração da Independência, movimentos socias em todo o país organizam o 25° Grito dos Excluídos. Na capital mineira, pelo menos duas mil pessoas, segundo a Polícia Militar (PM), se concentraram embaixo do viaduto Santa Tereza, na rua Araão Reis, no Centro.

Com a temática "Este Sistema Não Vale – Lutamos por Justiça, Direitos e Liberdade", o Grito dos Excluídos deste ano faz uma série de críticas à reforma da Previdência, ao desmatamento da Amazônia e às tragédias envolvendo barragens em Mariana, em 2015, e Brumadinho, neste ano.

Em Belo Horizonte, manifestantes, entre sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores (CUT), docentes do Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco (APUBH) e muitos estudantes, levantaram bandeiras contra as medidas de contingenciamento do governo Jair Bolsonaro (PSL) nos orçamentos das universidades federais, bem como ao recente Projeto Future-se, também do governo federal, que pretende criar formas de financiamento para as universidades públicas com possibilidade de cobrança de mensalidade.

"Historicamente é um protesto em favor da visibilidade dos excluídos, das minorias, moradores de rua, desempregados, trabalhadores mal tratados, e agora estudantes sofrendo com cortes do governo federal, com o futuro ameaçado e ainda assistindo à Amazônia queimar", diz Lúcia Pinheiro, do movimento Pontos de Luta.

A aposentada Mônica Martins Ribeiro, 72, foi à manifestação para endossar o coro contra as políticas do governo federal e também fazer um paralelo com a celebração da Independência.

"Me assusta que hoje muita gente comemore a Independência, como vi no caminho para o Grito dos Excluídos, enquanto a maioria da população é subjugada e oprimida e o governo federal insiste em medidas anti-povo. Estamos de preto por luto e muita gente não entende. Não vivemos um momento de normalidade no país. É preciso denunciar isso", diz Mônica.

Segundo a Polícia Militar (PM), o trânsito está impedido apenas embaixo do viaduto Santa Tereza, no acesso à rua Araão Reis, onde os manifetantes se concentram.

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