A guarda municipal Lilian Emiliano de Oliveira, de 28 anos, que foi atingida por uma bala de borracha disparada por um policial militar, teve alta médica nesta segunda-feira (19). Ela estava internada no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, onde passou por uma cirurgia no maxilar e se recuperava na enfermaria. 
 
Lilian Emiliano foi baleada durante uma confusão envolvendo a Polícia Militar, no entorno da rodoviária, na quinta-feira (15). Ela sofreu fratura no maxilar, perdeu vários dentes e teve ferimentos na mão. Após ser ferida, a guarda foi socorrida e levada para o Hospital Odilon Behrens, mas depois transferida para o HPS João XXIII.
 
Entenda o caso
Segundo informações de testemunhas, o caso começou quando Daleimar Hilário Moreira, de 47 anos, 2º sargento reformado da PM, foi abordado por fazer transporte clandestino no entorno da rodoviária da capital. 
 
Após ser abordado pela irregularidade, o militar teria reagido à prisão, por desacato e desobediência. Ele agrediu os guardas municipais, que revidaram e usaram uma arma de choque elétrico - chamada de taser, para conter o agressor, que teria chamado por telefone a PM.  
 
Em seguida, o cabo Carlos Gustavo Pereira de Melo, de 37 anos, disparou com uma escopeta, um projétil calibre 12 de borracha, que atingiu o rosto da guarda municipal. Um outro guarda também chegou a ser agredido e depois detido pelos militares, mas foi liberado posteriormente.
 
Na versão da PM, o tiro teria sido acidental. “Ela e o guarda Peixoto tentaram tomar o armamento do militar e acabou acontecendo o disparo. Depois disso, eles agrediram o cabo com chutes, socos e pontapés”, conta o diretor jurídico da Associação dos Praças Militares e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra-MG), soldado Berlinque Cantelmo. 
 
 Por causa da confusão, na noite de quinta-feira, dezenas de guardas municipais se reuniram e fizeram protesto na Praça 7, no Centro da capital. 
O caso está sendo investigado pela corregedoria das duas corporações.