Mais de 2,5 mil latas com linha chilena ou cerol foram descartadas nesta semana em Belo Horizonte. O material foi apreendido durante operações e abordagens da Guarda Municipal da cidade ao longo deste ano e estava armazenado no Departamento de Missões Especiais (DME) da corporação. Ele foi destruído com apoio da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), que providenciou o transporte da carga até um aterro sanitário.

O recolhimento do material cortante faz parte da campanha "Cerol Mata", lançada pela prefeitura em 2017. O objetivo era "combater a prática criminosa e orientar os motociclistas e a população quanto ao risco do uso de linhas cortantes para empinar papagaios", informou o órgão.

A ação passou a ser realizada todos os anos pela Guarda Municipal, por meio de ações integradas com a Defesa Civil da capital, a BHTrans e as secretarias municipais de Política Urbana, de Saúde e de Educação. 

De acordo com o Executivo, além das blitze e orientações a motociclistas e pedestres, "os guardas municipais fazem a distribuição de antenas de proteção para os condutores de motos, principais vítimas de acidentes fatais provocados pelo cerol e pela linha chilena". Folhetos destacando a punição a que os responsáveis estão sujeitos também são entregues pelos agentes. 

A legislação proíbe o uso e o armazenamento de linhas cortantes. O responsável fica sujeito ao pagamento de multa que varia entre R$ 100 e R$ 4 mil, além da chance de punição penal. Quem for flagrado usando algum tipo de linha cortante em papagaios e não entregá-las espontaneamente pode ser conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.

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