Um homem, de 43 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) pelo crime de racismo por suspeita de ter feito uma publicação criminosa em rede social nessa quarta-feira (8).

Na ocasião, o indivíduo teria postado a seguinte mensagem: "Preto e gente so quando tá dentru do banheiro voçe bate na porta Elis dis tem gente". Ou, traduzindo o absurdo: "Preto é gente só quando está dentro do banheiro, e você bate na porta e eles dizem que 'tem gente'".

De acordo com a corporação, o suspeito é residente em Ubaporanga, no Vale do Rio Doce e já havia sido detido em flagrante no dia 18 de março deste ano, pelo crime de injúria racial. Na ocasião, ele teria publicado ofensas a um policial militar, chamando-o de "macacão".

"Dessa vez, a PCMG entendeu que o investigado cometeu o crime de racismo porque a ofensa, em razão da raça e cor, foi contra uma coletividade, enquanto no caso anterior, o insulto foi direcionado a uma pessoa específica", informou a PCMG, em nota.

Por isso, o inquérito aberto, concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito não foi preso, "visto que não havia requisitos para a prisão dele em flagrante".

Racismo x injúria racial

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), enquanto a injúria racial consiste em ofender a honra de alguém valendo-se de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem, o crime de racismo atinge uma coletividade indeterminada de indivíduos, discriminando toda a integralidade de uma raça.

"Ao contrário da injúria racial, o crime de racismo é inafiançável e imprescritível", informou o CNJ, em nota.

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