Foi preso nesta terça-feira (10) um homem condenado a 136 anos de prisão por ter violentado sexualmente cinco crianças. O estuprador de 44 anos foi detido pela equipe da Divisão Especializada de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad) poucas horas depois da expedição do mandado de prisão.

De acordo com o Fórum Lafayette, o acusado foi condenado a 136 anos, 8 meses e 24 dias de reclusão por ter praticado o crime de estupro contra cinco crianças menores de 14 anos de idade, o chamado estupro de vulnerável. A sentença foi proferida no dia 2 de setembro.

Conforme a denúncia do Ministério Público, a esposa do réu tinha por hábito cuidar de crianças na residência do casal. O acusado teria se aproveitado de momentos em que estava sozinho com as vítimas para violentá-las sexualmente.

Uma das crianças relatou que o homem lhe oferecia doces e dinheiro. Outras vítimas disseram que o denunciado se aproximava quando elas estavam dormindo. A denúncia traz ainda a informação de que o acusado ameaçava as crianças, dizendo que mataria suas mães caso contassem sobre a violência sofrida. Ele teria, inclusive, empurrado uma menina do terceiro andar de casa quando ela ameaçou falar sobre o abuso sofrido, de acordo com o Ministério Público.

Para a juíza da Vara Especializada em Crimes contra Crianças e Adolescentes de Belo Horizonte (Vecca), Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, os crimes foram comprovados nos autos através dos boletins de ocorrência, dos depoimentos inquisitoriais, da escuta especializada, bem como da prova oral colhida nas audiências de instrução e julgamento.

O homem negou os crimes, mas a juíza negou a ele o direito de recorrer em liberdade, para garantir ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.

“Ressalto que reprimenda alguma, por maior que seja, será capaz de reparar o abissal dano causado às pobres jovens que foram vítimas das atrocidades perpetradas pelo denunciado. Contudo, não posso ser silente e deixar tal pessoa andar em liberdade, porque receio que venha a praticar os mesmos atos em face de outras crianças e adolescentes que, talvez, não terão a mesma sorte de sair com vida”, declarou a juíza.

De acordo com a Polícia Civil, o homem foi preso em 2018, mas foi solto em abril deste ano, depois que passou o prazo da prisão preventiva, que é de 180 dias. A primeira denúncia aconteceu em janeiro do ano passado, quando a mãe de uma das vítimas descobriu sobre os abusos que aconteciam desde 2015.

Para a delegada responsável pelo caso, Érica Bastos, "esta prisão representa a grande relevância no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, demonstrando que este tipo de delito não é mais tolerado".

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