A primeira audiência sobre o assassinato da advogada Monalisa Camila da Silva, de 36 anos, aconteceu nesta segunda-feira (21), no Fórum Lafayette do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e durou cerca de 2h30. A vítima teria sido morta pelo ex-companheiro Flávio Santos da Silva, em julho do ano passado, no bairro Betânia, região Oeste de Belo Horizonte. 

Nesta primeira fase, foram ouvidas cinco testemunhas, todas familiares da vítima e arroladas pela defesa do réu. Flávio também foi ouvido e confessou o crime. Antes do início da audiência, os familiares de Monalisa fizeram uma manifestação silenciosa na porta do fórum. Cabe agora a análise do juiz responsável pelo caso para definir se o réu será levado a júri popular. 

Monalisa e Flávio viveram juntos por 15 anos e estavam separados há mais de um mês antes do feminicídio. A vítima vinha sendo ameaçada por ele e, inclusive, tinha uma medida protetiva. Na noite anterior à sua morte, ela chegou a trocar mensagens com um familiar em que dizia temer o homem e que já tinha até escondido as facas da casa, mas que iria ajudá-lo a arrumar um emprego. 

No dia do crime, eles se encontraram no escritório de Monalisa, mesmo local onde ela morava e, após questioná-la sobre uma festa, o homem pegou uma faca e esfaqueou a ex-mulher no peito e no pescoço. Em seguida, ele ligou para a polícia e disse que iria se matar, mas causou apenas ferimentos superficiais nele mesmo. 

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