Centenas de moradores das regiões Central e Sul de Belo Horizonte ficaram por mais de duas horas sem luz. O motivo foi a tentativa de furto de cabo de energia elétrica. O crime aconteceu na madrugada desta segunda-feira (11), e o suspeito foi detido após sofrer uma descarga elétrica.

A PM informou que, durante a madrugada, resgatou um homem que gritava por socorro na rua Tupis, esquina com Espírito Santo, no Centro da cidade. Ele tinha queimaduras pelo corpo e dizia frases desconexas. O homem foi levado para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, visivelmente atordoado.

Lá, a equipe médica constatou que as queimaduras haviam sido decorrentes de choque elétrico. Depois, a PM descobriu que o suspeito estava tentando arrancar fios da Cemig. Militares do 1º Batalhão foram até o local e constaram que dois padrões de energia haviam sido danificados pelo homem.

O suspeito está internado no HPS sob escolta policial. Depois de ser liberado pelos médicos, ele será encaminhado para a Central de Flagrantes (Ceflan) para o registro da ocorrência. Conforme a PM, o suspeito já foi preso várias vezes pelo crime de furto, mas essa é a primeira vez que ele é detido por furtar cabo de energia.

Apagão

Por causa do crime, de acordo com a Cemig, o fornecimento de luz foi interrompido às 4h11 em alguns bairros das região Centro-Sul de BH. Técnicos da companhia foram acionados e conseguiram restabelecer o serviço por volta das 6h30. 

"A Cemig informa que, durante a madrugada desta segunda-feira, houve uma tentativa de furto de cabos próximo ao antigo Hotel Othon Palace, no Centro de Belo Horizonte, que causou a falta de energia de parte dos clientes da região Centro e Centro-sul da capital", explicou em nota.

Crime recorrente

Em 2018, BH registrou 527 ocorrências de furto de cabos, de acordo com a BHTrans. Somente por causa desse tipo de crime, a administração municipal teve de gastar R$ 302.721,00 para repor o material – R$ 186.717,00 a mais do que no ano anterior. Segundo a BHTrans, durante todo o ano passado, foram furtados 75 mil metros de cabo, aumento de 158% na quantidade de material levada pelos ladrões – em 2017, havia sido 24 mil metros.

As avenidas onde estão os semáforos mais visados pelos ladrões são Bernardo Vasconcelos e Américo Vespúcio. Mas ainda há muitas ocorrências nas avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado e Silviano Brandão.

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