Emoção, oração, dor, revolta e protesto vão tomar conta de Brumadinho neste sábado (25), quando se completa um ano do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão na cidade. Tributos foram programados e uma pedra fundamental em memória às vítimas será lançada, às 8h. O governador Romeu Zema deve participar da solenidade.

Uma série de homenagens ao longo do dia foi programada pela Arquidiocese. Às 10h terá início a caminhada da romaria pelas ruas da cidade. Aproximadamente 5 mil pessoas devem participar, recitando os nomes de todos os mortos. A programação se estenderá até as 19h, com um momento cultural.

Até o momento, a tragédia em Brumadinho contabiliza 259 mortes e 11 pessoas desaparecidas. O Corpo de Bombeiros continua trabalhando diariamente pelas buscas por vítimas do rompimento da barragem.

Luto

No município que vive de luto, as manifestações começaram antes mesmo da data simbólica. Há três dias, o empresário André Rhouglas, de 58 anos, morador de Ponte Nova, na Zona da Mata, está parado em frente ao letreiro da cidade carregando cartazes com pedido de Justiça. No período, enfrentou tempestades e ficou horas sem comer.

“O que faço aqui não tem valor. Permaneço de pé, debaixo de chuva, por até 18 horas, mas por um bom motivo. Luto pelas vidas que foram perdidas com tanta brutalidade. Espero que todos os responsáveis por provocar tantas tristezas paguem pelos seus atos”, disse.

Rhouglas não tem parentes ou conhecidos entre os mortos. “Mas tenho empatia com a dor dos outros. Não podemos aceitar que mais famílias sejam devastadas”.

Leia mais:
A vida que não vivi: Tragédia em Brumadinho interrompe sonhos que famílias não puderam compartilhar
Vale pagará R$ 14 milhões à União pela tragédia de Brumadinho
Famílias de vítimas de barragem em Brumadinho exigem punição por tragédia da Vale