Pelo menos uma a cada dez brasileiras desenvolvem depressão pós-parto, conforme o Ministério da Saúde. Por trazer segurança, dar sensação de bem-estar e estabelecer vínculos entre mãe e recém-nascido, a amamentação é fundamental para afastar a condição de tristeza. 

Membro da diretoria da Associação Mineira de Psiquiatria (AMP), Marília Brandão explica que, após o nascimento da criança, a queda brusca de hormônios deixa a mulher vulnerável. 

Durante o aleitamento, o problema pode ser amenizado porque a produção de ocitocina – conhecido como “hormônio do amor” – traz o conforto necessário para ela. “Quanto mais amamentação, menos depressão”, frisa a especialista.

O transtorno psicológico é a combinação de fatores físicos e emocionais. Cansaço, angústia, ansiedade e vontade de chorar são alguns sintomas que levam ao diagnóstico.

“A mãe acredita que não dá conta de cuidar do próprio filho, porque não consegue cuidar dela mesma”, observa Marília Brandão.

Rede de apoio

Apesar do leite ser produzido pela mulher e a função não poder ser delegada, a consultora em amamen-tação e fundadora do Instituto Mame Bem, Tatiana Vargas, ressalta ser necessário criar uma rede de apoio para que o processo aconteça de forma harmoniosa. “O aleitamento é um momento complexo e nem sempre fácil”, pontua. 

A compreensão e auxílio do companheiro, da família e até do corpo médico é essencial para vencer o medo, quebrar os mitos e ganhar segurança para viver esse momento. “O bebê não nasce sabendo mamar e a mãe também precisa aprender como oferecer o peito”, conta.

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