Por causa do avanço da pandemia e a necessidade de ampliação de leitos para atendimento da Covid-19, a Prefeitura de Belo Horizonte está com processos seletivos abertos para contratação imediata de profissionais de saúde para dos hospitais Odilon Behrens e Doutor Célio de Castro.

No Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro (HMDCC) são 12 vagas para médico clínico (24h); oito para médico intensivista (12h) ou quatro vagas para médico intensivista (24h); dez para enfermeiro; 40 para técnico em enfermagem e seis vagas para fisioterapeuta.

Os profissionais interessados podem fazer a inscrição no site. Basta escolher a vaga e preencher as informações solicitadas. A carga horária e salário variam de acordo com a função.

Médico (12h semanais): R$ 4.491,07

Médico (24h semanais): R$ 8.982,14

Enfermeiro especialista para leito de CTI (36h semanais): R$ 4.718,41

Enfermeiro para leito clínico (36h semanais): R$ 4.018,77

Técnico de Enfermagem (40h semanais): R$ 2.768,60

Fisioterapeuta respiratório (30h semanais): R$ 3.782,82

Já no Hospital Metropolitano Odilon Behrens (HMOB) são nove processos seletivos abertos para a contratação de profissionais das áreas assistenciais e de apoio. As vagas são para início imediato e cadastro de reserva.  

Médico (Anestesiologista; Cirurgião Pediátrico; Clínico Geral; Ecografista; Emergencista; Geriatra; Ginecologista; Intensivista; Neurocirurgião; Neurologista; Radiologista) — inscrições até 23/03 – edital 004/2021.

Enfermeiro — inscrições até 26/03, edital 008/2021.

Técnico em Enfermagem — inscrições até 23/03, edital 007/2021.

Farmacêutico — inscrições até 30/03, edital 005/2021.

Nutricionista — inscrições até 26/03, edital 009/2021.

Médico do Trabalho — inscrições até 30/03, edital 003/2021.

Técnico em Informática — inscrições até 26/03, edital 006/2021.

Técnico em Laboratório — inscrições até 26/03, edital 011/2021.

Técnico em Nutrição — inscrições até 30/03, edital 010/2021.

Todas as inscrições são realizadas das 8h às 16h, no departamento de Recursos Humanos do HMOB, localizado na avenida José Bonifácio, 85, São Cristóvão, em BH.

Faltam médicos em Minas

O Governo de Minas informou nesta quarta-feira (17) que enfrenta dificuldades para encontrar profissionais que possam preencher as vagas abertas e garantir atendimento aos pacientes de Covid-19.

Desde o início da pandemia, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) realizou 74 chamamentos para preencher vagas de médicos nos hospitais da fundação, mas em 14 deles não foram encontrados profissionais disponíveis no mercado para realizar o trabalho.

Segundo o governo, os leitos de terapia intensiva passaram de dois para quatro mil nos últimos 12 meses. Leitos de Enfermaria, que antes eram de 10 mil, saltaram para 20 mil unidades. 

A dificuldade é, principalmente, para encontrar profissionais aptos a atender os casos graves e coordenar as equipes nas Unidades de Terapia Intensiva. 

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, o setor é o mais complexo dentro de um hospital. "Precisa de RH especializado, equipamento médico, insumos que foram disponibilizados durante todo o ano de 2020 e ainda estão sendo disponibilizados. Foram distribuídos respiradores para todo o estado, monitores, mas chegamos ao esgotamento dos recursos humanos. Nunca foi evidenciada uma doença que afetou tanta gente ao mesmo tempo. Não existe sistema de Saúde no mundo que consiga acompanhar isso. Toda a expansão que o Estado fez foi aliviando a pressão até agora, mas chegamos ao nosso limite. Temos espaço físico, mas não temos o profissional. O papel da sociedade é fundamental para que a gente alivie esses números”, explicou.