O Hospital de Campanha montado no Expominas, na região Oeste de Belo Horizonte, começa a receber pacientes com Covid-19 na próxima segunda-feira (13). Inicialmente, serão disponibilizados 30 leitos, número que poderá ser ampliado de um dia para outro, caso haja sobrecarga no sistema de saúde.

O anúncio foi feito na manhã deste sábado (11) pelo governador Romeu Zema, em entrevista coletiva concedida no centro de convenções transformado para receber os doentes. Na abertura, o chefe do Executivo lamentou as 1.550 mortes em decorrência da doença registradas até o momento no Estado.

O Hospital de Campanha é administrado pela Polícia Militar (PM) e terá, inicialmente, 224 profissionais administrativos e da saúde. Há servidores militares e os contratados por chamamento público.

A admissão dos pacientes já está sendo feita pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), informou o presidente da entidade, Fábio Baccheretti. A expectativa é a de que sejam encaminhados pacientes dos hospitais Júlia Kubitschek e Eduardo de Menezes, na capital, que estavam na UTI, mas já podem continuar o tratamento em leitos clínicos. São considerados os casos de baixa e média complexidades.

Quando foi anunciada, no fim de março, a previsão era de que a unidade de saúde provisória disponibilizasse 800 leitos de terapia intensiva. Porém, conforme o secretário-adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, o planejamento foi revisto e, por enquanto, não havia necessidade das estruturas para pessoas com quadros mais graves de Covid-19.

Ocupação de leitos

Vale lembrar que, nesta semana, Belo Horizonte bateu recordes seguidos de ocupação de UTI exclusivos para pessoas testadas positivo para o novo coronavírus. O índice chegou a atingir 92%. Na sexta-feira (10), porém, a taxa caiu para 88%.

O governador Romeu Zema destacou que, apesar de concluída em meados de abril, a estrutura no Expominas não precisou ser ativada porque as ações de isolamento social ajudaram a retardar o pico da pandemia no Estado, agora previsto para a próxima quarta-feira (15). No entanto, ele admite que o número de casos, internações e óbitos pode ficar aquém do que está sendo esperado, uma vez que são projeções. "Conduzimos bem, conseguimos empurrar a curva muito para a frente, e (o Hospital de Campanha) não se fez adequado (até então)", explicou.

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