O Hospital de Campanha montado no Expominas para atender pacientes diagnosticados com o novo coronavírus já está pronto para atender 260 vítimas. Nesta quarta-feira (15), o Estado concluiu a segunda fase do empreendimento e informou que um terço da estrutura foi finalizada. 

Até o fim deste mês, o local, que possui 72 mil metros quadrados de área, terá capacidade para receber 768 doentes da Covid-19.  Apesar da unidade “extra” já poder realizar os procedimentos médicos necessários para o tratamento dos infectados pelo vírus, ainda não há previsão de quando será acionado. 

De acordo com o governador Romeu Zema (Novo), levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES) revela que apenas 4% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Minas estão ocupados com pacientes com a Covid-19. “A situação do Estado ainda é confortável. Minas está com uma curva (de transmissão) que caminha para ficar na horizontal”, declarou o chefe do executivo estadual. 

Comandante geral da Polícia Militar, o coronel Giovanne Silva garantiu que, assim que acionado pela SES, colocará o Hospital de Campanha em operação. “Mas espero que isso não ocorra”, disse. 

Além do Hospital de Campanha, Zema explicou que o Estado contará com outros leitos que estavam ociosos em diversos hospitais. O total de vagas a mais pode chegar a duas mil. 

Etapas 

Na primeira fase do Hospital de Campanha, concluída no último dia 3, foi realizada a montagem da unidade. Agora, parte do local recebeu o mobiliário e enxoval hospitalar, adequação elétrica, rede de esgoto hospitalar e início da instalação gasométrica. 

O hospital será dividido em três blocos. O primeiro, o amarelo, tem 260 leitos de enfermagem e 28 de estabilização. Os outros dois blocos serão ativados caso seja necessário: o Azul com 220 leitos de enfermaria, e o Verde, com mais 260 vagas. 

Até o momento foram investidos R$ 5,3 milhões no espaço. 

Atendimento 

Médicos da reserva da PM e do Corpo de Bombeiros podem ser acionados para realizar atendimentos dos doentes no Hospital de Campanha. Além deles, estudantes de medicina e enfermagem que estão quase de conclusão  de cursos podem ser convocados. 

Segundo explicou o governador, o Hospital de Campanha só será acionado caso haja o estrangulamento das unidades de saúde. Para lá serão enviados os pacientes com sintomas mais leves da doença.