Pelo menos seis pessoas foram vítimas de queimaduras na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), diariamente, nos primeiros cinco meses deste ano. Os números referem-se a atendimentos prestados pelo Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, na capital. No período, a unidade recebeu 963 pacientes com ferimentos do tipo. Em 2017 foram mais de 2,1 mil ocorrências, com 33 mortes. 

Os números foram divulgados nessa quarta-feira (6), Dia de Luta contra Queimaduras. A data foi instituída para alertar sobre esse tipo de acidente, considerado evitável na maioria dos casos. “É preciso falar constantemente sobre os lugares e circunstâncias em que eles ocorrem”, destacou o tenente Pedro Aihara, do Corpo de Bombeiros.

A maioria das ocorrências atendidas no HPS foi causada por álcool, água quente ou querosene. Um dos casos foi o de Pedro Lucas, de 16 anos.

Em 6 de maio, ele foi atingido pelas chamas após um familiar jogar um galão com álcool na churrasqueira. Além do adolescente, outras quatro pessoas ficaram feridas.

Para Marcelo Lopes Ribeiro, gerente assistencial do João XXIII, esse tipo de líquido deve ser abolido no uso doméstico. “Você não precisa dele para quase nada. Para churrasqueiras, há acendedores mais baratos que o álcool. É totalmente cultural”, afirma.