Os dois Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que estavam fechados desde a última segunda-feira (13) por falta de verba, foram reabertos nesta quinta-feira (16), depois de o Ministério de Meio Ambiente (MMA) se comprometer com a liberação de R$ 130 mil para manutenção e funcionamento dos espaços. A informação é do Ibama, que divulgou nota na manhã desta quinta. 

Conforme revelou o Hoje em Dia na edição desta quinta-feira, os Cetas de Montes Claros, no Norte de Minas, e de Juiz de Fora, na Zona da Mata, encerraram os trabalhos no início da semana depois que o MMA anunciou o corte de 25% nos contratos de tratadores terceirizados, responsáveis pelo acolhimento aos bichos. Com o fechamento das duas unidades, somente o Ceta de Belo Horizonte estava funcionando.

Após a repercussão negativa e a pressão para que os serviços dos Cetas não deixassem de funcionar - o que poderia estimular o tráfico de animais no Estado, o MMA teria voltado atrás na decisão se comprometido a liberar o recurso. "O MMA irá repassar recursos para a manutenção dos postos de tratadores das Unidades que sofreriam o corte. Diante desta promessa, a Superintendente Substituta do Ibama em Minas Gerais, Polyana Faria Pereira, determinou a retomada imediata nas atividades de recebimento dos animais, evitando prejuízos ao meio ambiente e na prestação de serviços ao cidadão", comunicou o Ibama por meio de nota.

O Ministério do Meio Ambiente foi procurado pela reportagem para comentar o caso e limitou-se a dizer que não autorizou o fechamento dos Cetas em Minas. "Apesar do contingenciamento orçamentário a todos os ministérios, não há determinação do fechamento de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) no Estado de Minas Gerais", declarou a pasta.

O ministério, dentre outros questionamentos, não informou quando a quantia será liberada. No total, os três Cetas de Minas recebem, anualmente, R$ 130 mil.

Danos

A associação de servidores do Ibama (Asibama-MG) explicou sobre a importância do Cetas para o Meio Ambiente. “Esses locais são o destino de todos animais silvestres apreendidos em cativeiros irregulares. Lá, eles são identificados, avaliados, tratados e reabilitados para, em seguida, serem devolvidos à natureza. Se não há para onde serem encaminhados, o ciclo da fiscalização é interrompido”.

Sem o atendimento no Norte de Minas e na Zona da Mata, o receio era de superlotação no centro instalado em BH. A necessidade de transferência de um bicho para a metrópole poderia representar riscos tanto para os animais quanto para a saúde pública.

*Com Lucas Eduardo Soares

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