Um idoso utilizou a documentação do irmão falecido em 2012 para receber a vacina contra a Covid-19 em Araguari, no Triângulo Mineiro. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por falsidade ideológica. Uma mulher de 40 anos, casada com o neto do investigado e que o levou para tomar a dose, foi acusada pelo mesmo delito. O caso foi divulgado nesta quinta-feira (20) pela corporação.

De acordo com o delegado Rodrigo Luis Fiorindo Faria, a Secretaria de Saúde do município procurou a polícia, mês passado, para relatar que identificou o uso de documentos pelo homem, de 80 anos, por registros que eram de outro, de 91, que morreu em outra cidade. O inquérito apontou que o indiciado praticou o ato para não ter que esperar para ser vacinado.

Logo na primeira semana de março, o idoso compareceu à unidade de saúde e recebeu a dose. Em depoimento, o homem alegou que utilizou os documentos do familiar porque temia ficar doente. Já a acompanhante informou que só percebeu que o idoso estava se passando pelo irmão na hora de assinar a planilha de registro de vacinação da unidade de saúde. Ela também disse que emprestou o comprovante de residência ao homem porque ele teria esquecido de levar um.

O inquérito já foi remetido à Vara Criminal, e a Promotoria de Justiça formalizou a denúncia, dando início ao processo por falsidade ideológica. Conforme o delegado, esse não é o primeiro caso em investigação com teor semelhante.

"Assim como esse caso, outros fatos de irregularidades na vacinação contra a Covid-19 em Araguari seguem sendo investigados pela PCMG, com apoio do Ministério Público, por meio das Promotorias de Justiça Criminais e da Promotoria de Justiça Curadora da Saúde Pública", afirmou Rodrigo.

Leia mais:
Vale abre 1.000 vagas para jovens aprendizes em sete estados; veja como participar
ALMG reconhece relevância cultural do doce de leite Viçosa, produzido na Zona da Mata
TelComp alerta sobre efeitos negativos no "fatiamento" da Oi