O Parque Nacional Serra do Cipó foi fechado para visitação desde segunda-feira (13), e comunicado nesta quarta-feira (15), devido a incêndios de grandes proporções na vegetação da área. Segundo a analista ambiental do parque, Paula Ferreira, não há previsão de reabertura do parque até que o fogo esteja totalmente controlado. Estima-se que 2.500 hectares foram queimados.

Paula contou que o combate é complicado pois se trata de uma área de relevo acidentado o que atrapalha o combate por terra e a fumaça dificulta também o trabalho por ar.

Os primeiros focos de incêndio começaram a aparecer na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Anlto do palácio, na última sexta-feira. As chamas se alastraram para a unidade de conservação no sábado. O fogo se concentra, principalmente, na parte norte, em uma região conhecida como Travessão e começa a chegar ao Vale do Bocaina.  

Atuam no local uma equipe de 35 brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), 14 homens do Ibama, da brigada municipal de Jaboticatubas, 25 bombeiros civis de Belo Horizonte, além de 20 voluntários que trabalham tanto no combate direto (os que tem treinamento), como prestando serviços de logística (quem não tem treinamento).

A superintendente executiva da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), Dalce Ricas, a situação é de calamidade pública. "Se os danos à saúde pública causados pela fumaça e fuligem do fogo, à água pela destruição da cobertura vegetal que a protege e pela poluição que será causada quando as chuvas carregarem cinza e terra para dentro dos cursos d'água, a morte de milhares de animais e plantas, estragos nas redes elétricas e custos do combate fossem expressos em números, é provável que sejam iguais ou maiores do que o investimento necessário para mudar esse quadro de destruição", avalia.