Parceria com empreendedores privados é a aposta da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para reduzir o déficit habitacional na cidade. De propriedade particular, a Fazenda Tamboril, na zona Norte, por exemplo, é uma das prospectadas pelo Executivo para a construção de moradias destinadas a pessoas de baixa renda.

As negociações, de acordo com o diretor-presidente da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel), Genedempsey Bicalho, estão avançadas. O gestor é o entrevistado da Página Dois da edição de amanhã do Hoje em Dia.

“Como a área faz parte da região do Isidoro, que foi invadida, esperamos a reintegração de posse para continuar as conversas. Mas o proprietário já acenou positivamente à proposta”, frisou Bicalho.

O estímulo à construção de imóveis sociais, inclusive, é uma das propostas integrantes do novo Plano Diretor da cidade, entregue à Câmara Municipal no mês passado. Pela proposição, o incentivo para as construções é a isenção da taxa para empreendimentos sociais.

Por ser Belo Horizonte dotada de uma topografia acidentada, o diretor-presidente da Urbel reforça que o custo da construção de uma unidade habitacional fica muito alto. “Esse é um dos fatores que refletem no movimento das ocupações na cidade”. A problemática das invasões é um dos pon</CW>tos destacados por Bicalho na entrevista de amanhã.

Números
De acordo com o último Plano Local de Habitação de Interesse Social (Plhis), divulgado em 2010, faltam 62.500 moradias na capital. A quantidade, entretanto, pode ter sido reduzida para 40 mil nesses últimos cinco anos. O novo déficit habitacional na cidade deverá ser conhecido em novembro.

“Temos cerca de 19 mil unidades habitacionais concluídas dentro do Minha Casa, Minha Vida e de programas próprios do município. Se vamos zerar o déficit? Talvez. Mas trabalhamos com vários instrumentos para garantir moradia para quem realmente precisa”, disse Bicalho.