A fundação Renova, criada por meio de um acordo entre União, estados e Samarco (controlada pela Vale e pela BHP Billiton) para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central do Estado, informou nesta quinta-feira (26) que já investiu R$ 1 bilhão em indenizações nas regiões impactadas em Minas e no Espírito Santo.

A expectativa é que até o primeiro semestre de 2019, cerca de R$ 2 bilhões sejam gastos em indenizações referentes ao desastre, ocorrido em novembro de 2015 e que deixou 19 mortos.

Ao todo, R$ 498,6 milhões em auxílios financeiros foram pagos a 9.350 famílias, o que representa mais de 22.100 pessoas atingidas, informou a fundação. 

Em 5 de julho,  a licença ambiental para construção do novo Bento Rodrigues foi expedida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Após a obtenção da anuência do Estado será possível iniciar as obras de infraestrutura do novo distrito como pavimentação, drenagem, redes de esgoto, distribuição de água e de energia. Além disso, está em andamento o desenho das casas, com o protagonismo dos atingidos. 

Os moradores que perderam as casas na tragédia de Mariana ganharão novas residências em uma área de 100 hectares de um bairro chamado Lavoura, a oito quilômetros da cidade. A expectativa é que as obras sejam encerradas até o segundo semestre de 2019. 

TAC Governança

Por meio de um novo acordo, os atingidos também vão passar a integrar as estruturas do Comitê Interfederativo (CIF), órgão que orienta e valida ações para reparação dos danos. O TAC ainda precisa ser homologado, o que pode ocorrer em 8 de agosto. Isso significa que todas as decisões sobre o processo de reparação serão tomadas com o envolvimento de quem teve a vida impactada pelo rompimento da barragem de Fundão. 

Fundação Renova

A Fundação Renova é mantida pela Samarco, Vale e BHP e tem custo de R$ 100 milhões ao ano, segundo a direção, que destaca que os gastos com manutenção estão fora dos R$ 12 bilhões estimados de investimento. 

O desastre

No dia 5 de novembro de 2015, a Barragem do Fundão, localizada em Mariana, na região Central de Minas, se rompeu e gerou a maior tragédia ambiental da história do Brasil. 

Foram liberados cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos, que destruíram comunidades, devastaram a vegetação nativa e poluíram mananciais da Bacia do Rio Doce. Morreram 19 pessoas e o distrito de Bento Rodrigues foi completamente devastado.

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