A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em autorizar a indicação da vacina da Pfizer para crianças com 12 anos ou mais foi vista com entusiasmo pelo infectologista e membro do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 em Belo Horizonte, Carlos Starling. Com a decisão, a bula do imunizante passará a indicar a nova faixa etária para o Brasil.

“Essa autorização é importante porque nós passamos a ter oportunidade de proteger um número cada vez maior de pessoas e um grupo que vem sendo muito penalizado em função do afastamento das atividades escolares”, disse na manhã desta sexta-feira (11) em entrevista à Rádio Itatiaia.

A ampliação foi aprovada pela Anvisa após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório, que indicaram a segurança e eficácia da vacina para o grupo. Os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela agência.

O especialista, porém, alerta para a necessidade de novas doses para que o público comece, de fato, a ser imunizado. “A possibilidade da vacinação em faixas cada vez mais jovens, faz com que a circulação viral fique mais dificultada na medida que o grupo populacional é vacinado. No entanto, é preciso ter vacina. Não adianta ter autorização sem ter a quantidade de vacina necessária”, afirmou.

Volta às aulas

Com a autorização, o infectologista acredita que, caso o grupo seja vacinado em breve, o retorno às aulas presenciais para os estudantes de um modo geral fique “cada vez mais próximo”.

“Com a perspectiva de vacinação dessas faixas etárias mais jovens, vai ficando cada vez mais seguro. É importantíssimo que esses grupos sejam vacinados o quanto antes, mas é preciso que haja uma disponibilidade de vacinas par que isso seja possível”, concluiu.

Antes, o imunizante estava autorizado para pessoas com 16 anos de idade ou mais. Até o momento, esta é a única entre as vacinas autorizadas no Brasil com indicação para menores de 18.

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