Foram inciadas, na tarde desta sexta-feira (12), as obras de contenção da barragem “B3”, de resíduos, da Herculano Mineração Ltda, na mina de Itabirito, região Central do Estado. A decisão foi tomada após uma reunião realizada com representantes da mineradora,  do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente. 
 
Nessa quarta-feira (10), o rompimento de uma das barragens de rejeitos, equivalente a 100 mil metros quadrados (ou dez campos de futebol), causou a morte de dois operários e deixou um ferido. Um funcionário ainda está desaparecido.
 
O Corpo de Bombeiros já havia sugerido fazer a contenção em vista do risco da barragem também se romper. Para fazer a contenção da barragem, no entorno, são colocadas pedras. Além disso, será feito também um dreno para a saída de água.
 
Buscas
 
Para ajudar nas buscas por Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, operador de retroescavadeira, que ainda está desaparecido, três cães farejadores chegaram da cidade de Uberaba, região do Triângulo Mineiro. Os cães são especialistas em buscar por vítimas de soterramento e são capazes de identificar se elas ainda estão vivas. 
 
Desde essa quinta-feira (11), um cão farejador já ajudava na busca, além de 20 militares do Corpo de Bombeiros e de um helicóptero da corporação.
 
 
Investigação
 
As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. A delegada Mellina Isabel Silva, da Delegacia de Itabirito, instaurou inquérito para investigar o que levou uma das barragens de rejeito a se romper. Além da Polícia Civil, o Ministério Público Estadual (MPE) também realiza uma investigação paralela sobre a tragédia.
 
  
Interdição
  
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) divulgou comunicado informando que a mineradora tem licença ambiental e que, atualmente, está em processo de revalidação da licença de operação. Porém, no início da noite de quarta, a Herculano foi interditada, por tempo indeterminado, pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), Departamento Nacional de Produtos Mineral (SNPM) e pela própria (Semad). 
  
O motivo, de acordo com os órgãos, é o fato de a estrutura ainda trazer risco de novos acidentes. A empresa terá um prazo de dez dias para apresentar a defesa e apontar soluções e o cronograma de reparo dos danos. 
 
*Com as repórteres Gabriela Sales e Thais Oliveira